O custo da burocracia e dos impostos altos no Brasil é estimado em R$ 1,7 trilhão por ano, o equivalente a cerca de 20% do PIB nacional, segundo o Observatório Custo Brasil (OCB) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Esse valor representa não apenas perdas financeiras, mas também oportunidades desperdiçadas em inovação, geração de empregos e aumento da competitividade.
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Um estudo do Observatório Custo Brasil (OCB), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que o país perde aproximadamente R$ 1,7 trilhão por ano devido a entraves estruturais como burocracia, carga tributária elevada, infraestrutura deficiente e falta de mão de obra qualificada. O montante equivale a 20% do Produto Interno Bruto (PIB), tornando-se um dos principais fatores que limitam o crescimento econômico.
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Principais gargalos identificados
- Tributação excessiva: o Brasil possui um dos sistemas tributários mais complexos do mundo, exigindo em média 1.500 horas por ano de uma empresa para cumprir obrigações fiscais, contra menos de 200 horas em países da OCDE.
- Infraestrutura precária: custos logísticos elevados, com transporte rodoviário predominante, aumentam o preço final dos produtos e reduzem a competitividade internacional.
- Burocracia: processos administrativos lentos e excesso de regulamentações dificultam a abertura de empresas e a expansão de negócios.
- Custo de capital: juros altos e insegurança jurídica desestimulam investimentos de longo prazo.
- Falta de mão de obra qualificada: déficit educacional e baixa produtividade comprometem setores estratégicos.
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Impactos econômicos
Segundo a CNI, o chamado “Custo Brasil” reduz a competitividade das empresas nacionais tanto no mercado interno quanto no internacional. Estima-se que, se esses entraves fossem minimizados, o país poderia aumentar em até 30% sua capacidade de investimento e gerar milhões de novos empregos.
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Análise crítica
Apesar de o problema ser conhecido há mais de três décadas, pouco avançou em termos de reformas estruturais. O Brasil continua preso a um modelo que privilegia a arrecadação imediata em detrimento da eficiência produtiva. Sem mudanças profundas no sistema tributário e na infraestrutura, o país corre o risco de permanecer como um mercado promissor, mas pouco confiável para investidores globais.
O custo de R$ 1,7 trilhão não é apenas uma estatística: ele representa oportunidades perdidas em inovação tecnológica, fortalecimento da indústria e geração de empregos. A urgência por reformas fiscais e estruturais é evidente, e sem elas o Brasil continuará a desperdiçar uma parcela significativa de seu potencial econômico.





















