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No primeiro dia do ano, o ministro Alexandre de Moraes negou um novo pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para que ele fique em prisão domiciliar humanitária. O ex-presidente deve receber alta nesta quinta-feira (1º), e retornar para a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

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Os advogados do líder conservador solicitaram a prisão domiciliar nesta quarta-feira (31), e destacaram a necessidade de Bolsonaro receber a autorização antes da alta médica. Mas, para Moraes, a defesa não apresentou fatos novos que justificassem a ida de Bolsonaro para casa.

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– Não houve agravamento da situação de saúde de Jair Messias Bolsonaro, mas sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentido, após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos – diz a decisão do magistrado.

A defesa destacou que o quadro de saúde de Bolsonaro pode se agravar no regime fechado, e relembrou que o ex-presidente Fernando Collor teve o benefício concedido após passar por uma cirurgia.

No documento, Moraes diz que todas as prescrições médicas podem ser realizadas na Superintendência da PF, além de salientar que Bolsonaro tem acesso a médicos 24 horas por dia.

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A negativa de prisão domiciliar a Bolsonaro e a disparidade de critérios

Em janeiro de 2026, Alexandre de Moraes negou o pedido de prisão domiciliar humanitária a Jair Bolsonaro, mesmo após três cirurgias recentes e alegações da defesa sobre sua condição médica. Em contraste, o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e apontado como pivô de uma das maiores fraudes financeiras investigadas pela PF, cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica e sem censura de comunicação. Além disso, é público que o Banco Master firmou contrato de R$ 129 milhões (R$ 3,6 milhões mensais) com o escritório da esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, onde também trabalham dois filhos do ministro.

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1. Decisão sobre Bolsonaro

  • Negativa de domiciliar: Moraes rejeitou novo pedido da defesa em 1º de janeiro de 2026.
  • Justificativa: O ministro alegou que não houve “fatos novos” e que os laudos médicos indicavam melhora clínica.
  • Situação: Bolsonaro, idoso e recém-operado, permanece sob custódia da PF, com restrições severas.

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2. Situação de Daniel Vorcaro

  • Investigado: Apontado como figura central em fraude bilionária envolvendo o Banco Master.
  • Regime: Cumpre prisão domiciliar com tornozeleira, sem censura de comunicação.
  • Contrato público: O Banco Master contratou o escritório da esposa de Moraes por R$ 129 milhões em 36 meses (R$ 3,6 milhões/mês).
  • Repercussão: O vínculo contratual foi confirmado em documentos apreendidos pela PF. A PGR declarou não haver ilicitude formal no contrato.

3. Disparidade de critérios

AspectoBolsonaroVorcaro
RegimePrisão em custódia da PFPrisão domiciliar com tornozeleira
ComunicaçãoSeveramente censuradoSem censura, livre comunicação
Condição médicaIdoso, três cirurgias recentesEmpresário ativo
Risco à investigaçãoo processo já foi concluído e transitado em julgado. Limitado pela censura e saúdePotencial acesso a provas e rede de contatos
VínculosNenhum contrato relevanteContrato de R$ 129 milhões com escritório da esposa de Moraes

O contraste entre a negativa de prisão domiciliar a Bolsonaro e o regime concedido a Vorcaro expõe uma disparidade evidente nos critérios judiciais. Enquanto o ex-presidente, debilitado e censurado, é mantido em regime fechado, o empresário investigado como pivô de fraude bilionária cumpre domiciliar sem restrições, mesmo tendo firmado contrato milionário com o escritório da esposa do próprio ministro responsável pela decisão.

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O contraponto entre a negativa de prisão domiciliar a Bolsonaro e a concessão de medidas mais brandas a outros investigados evidencia uma possível incoerência nos critérios judiciais. Mais do que uma questão individual, trata-se de um debate sobre equidade, proporcionalidade e credibilidade da justiça brasileira.

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