As ações da Minerva Foods (BEEF3) e da MBRF (MBRF3) começaram 2026 com forte recuo na B3, refletindo o impacto direto da decisão da China de impor tarifas adicionais sobre a carne bovina importada. O movimento acendeu um alerta no mercado e reacendeu discussões sobre a dependência brasileira do gigante asiático.
O que aconteceu?
Na quarta-feira (31/12), o governo chinês anunciou uma tarifa extra de 55% sobre importações de carne bovina que excedam os limites de cotas estabelecidos para países como Brasil, Austrália e Estados Unidos. A medida visa proteger o setor doméstico da China, que vem investindo em autossuficiência alimentar.
No dia seguinte, Minerva e MBRF figuraram entre as maiores quedas do Ibovespa, com investidores reagindo ao risco de perda de mercado e redução nas margens de lucro.
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Por que isso afeta tanto o Brasil?
- A China é o principal destino da carne bovina brasileira, respondendo por mais de 50% das exportações do setor.
- Minerva Foods, por exemplo, tem forte exposição ao mercado asiático, especialmente após aquisições que ampliaram sua presença internacional.
- A MBRF, embora menor, também depende de contratos com compradores chineses e asiáticos.
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Com a nova tarifa, o custo da carne brasileira sobe, tornando-a menos competitiva frente a fornecedores locais ou países com acordos comerciais mais favoráveis.
Impacto nas ações
- BEEF3 caiu fortemente no pregão de 2 de janeiro, com investidores precificando o risco de queda nas receitas.
- MBRF3 seguiu o mesmo caminho, refletindo o temor de que a medida chinesa afete contratos e projeções de crescimento.
- Analistas apontam que, se a tarifa se mantiver, pode haver revisão de guidance e até redução de dividendos no setor.
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Cenário global e alternativas
A decisão da China não é isolada. Ela faz parte de uma estratégia mais ampla de reduzir a dependência de alimentos importados e fortalecer a produção local.
Para empresas brasileiras, o desafio será diversificar mercados e buscar acordos bilaterais que reduzam barreiras comerciais.
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O recuo de Minerva e MBRF na Bolsa é mais do que uma reação pontual: é um sinal de que o setor de proteínas enfrenta riscos geopolíticos e comerciais crescentes.
A dependência da China, embora lucrativa, também torna o Brasil vulnerável a decisões unilaterais.
Investidores devem acompanhar de perto os desdobramentos e avaliar o impacto nas estratégias de longo prazo das empresas do setor.





















