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O que aconteceu

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instaurou um processo contra a Microsoft para apurar supostas infrações à ordem econômica. O foco está na atuação da empresa nos mercados de software corporativo e computação em nuvem, setores estratégicos para empresas e governos.

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O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) é um órgão de indicação do governo Lula, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ele atua como a autoridade antitruste do país, responsável por:

Base da investigação

A decisão do Cade acolheu recomendação da área técnica do órgão antitruste, que se apoiou em relatório da Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA) do Reino Unido. O documento, publicado em julho de 2025, concluiu que as políticas de licenciamento da Microsoft poderiam prejudicar a competitividade de rivais, como Amazon Web Services (AWS) e Google Cloud, dificultando a oferta de serviços equivalentes.

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Contexto internacional

O caso brasileiro se conecta a uma tendência global de maior escrutínio sobre gigantes da tecnologia. Autoridades regulatórias na Europa e nos EUA já investigam práticas de empresas como Microsoft, Google e Amazon, especialmente em setores de nuvem e inteligência artificial.

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Impacto para o mercado

  • Empresas clientes: podem enfrentar menos opções competitivas e custos mais altos se práticas anticompetitivas forem confirmadas.
  • Concorrência: o processo abre espaço para que rivais pressionem por condições mais equilibradas.
  • Microsoft: a companhia ainda não respondeu oficialmente no Brasil, mas tende a defender que suas práticas seguem padrões de mercado.

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Relevância para investidores

A abertura do inquérito pode gerar volatilidade nas ações da Microsoft e influenciar o setor de tecnologia como um todo. Investidores devem acompanhar os desdobramentos, já que decisões do Cade podem resultar em multas, ajustes contratuais ou restrições de mercado.

O inquérito do Cade contra a Microsoft marca mais um capítulo da crescente vigilância sobre big techs no Brasil e no mundo. A investigação pode redefinir o equilíbrio competitivo no setor de nuvem e software corporativo, impactando empresas, consumidores e investidores.

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