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O custo dos condomínios no Brasil aumentou quase 25% em três anos, chegando a uma média de R$ 516 em 2025, segundo o Censo Condominial 2025/2026. Ao mesmo tempo, a inadimplência avançou, refletindo o peso das despesas fixas e da crise econômica. E é importante lembrar que o IPTU também ficará mais caro ano há ano a partir de 2026 com as regras da Reforma Tributária.

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O Censo Condominial 2025/2026, elaborado com dados do IBGE, Receita Federal e da plataforma uCondo, revelou que os 327 mil condomínios ativos no país, que abrigam cerca de 39 milhões de moradores, estão enfrentando um cenário de custos crescentes e maior dificuldade de pagamento.

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Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin), diz que, diante do endividamento, a taxa de condomínio “acaba ficando muitas vezes para um segundo momento”.

O censo também aponta que cerca de 500 mil pessoas trabalham no setor. No caso dos síndicos, a remuneração média é de R$ 1.520, considerando todos os perfis — moradores ou profissionais, com vínculo formal ou informal.

Diante do crescimento da inadimplência condominial, advogados especialistas alertam que os riscos para moradores em atraso são elevados e vão desde a cobrança de multa e juros até a possibilidade de penhora e perda do imóvel:

Controle financeiro – Mantenha um calendário organizado de pagamentos para evitar esquecimentos e atrasos. Sempre que possível, crie uma reserva financeira para lidar com imprevistos e conseguir manter a taxa de condomínio em dia em momentos de dificuldade.

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Diálogo – Em caso de dificuldades para pagar a taxa de condomínio, busque rapidamente o diálogo com o síndico ou com a administradora do condomínio. Quanto antes a conversa acontecer, menores serão os juros, as custas judiciais e o risco de perda do imóvel.

Negociação – Negociar é sempre uma opção, tanto antes quanto após o início da ação judicial. Apesar de o condomínio não ser obrigado a aceitar, na maioria das vezes prefere fechar acordos, pois isso garante um recebimento mais rápido e reduz os gastos com custos judiciais e honorários.

“Com o Código de Processo Civil de 2015, o crédito condominial referente às contribuições ordinárias ou extraordinárias foi elevado à condição de título executivo extrajudicial. Isso permite ao condomínio entrar diretamente com uma ação de execução, sem passar pelo longo processo de conhecimento para provar a dívida”.

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Orçamento – Faça um planejamento financeiro pessoal considerando a taxa de condomínio como uma despesa fixa. O pagamento da taxa deve ser tratado como uma obrigação essencial, assim como planos de saúde e outras contas básicas.

Mudança de imóvel – Se o orçamento estiver apertado e for difícil manter as despesas, incluindo a taxa de condomínio, avalie a possibilidade de mudança para um imóvel com custos menores e de colocar o atual para alugar. Antes, procure o síndico, explique a situação e peça um prazo para organizar a saída e resolver a pendência.

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Condomínios mais caros : veja os números

  • Em 2022, a taxa média era de R$ 413.
  • Em 2025, subiu para R$ 516, um aumento de 24,9%.
  • Principais fatores:
    • Manutenção predial
    • Contratos de serviços terceirizados
    • Energia elétrica e água
    • Folha de pagamento de funcionários
    • Adequações técnicas exigidas por normas legais e de segurança

Inadimplência em alta

O estudo mostra que, paralelamente ao aumento das taxas, a inadimplência avançou. Muitos moradores têm dificuldade em arcar com os custos, o que pressiona ainda mais a gestão condominial.

Impactos da crise nos condomínios brasileiros

  • Famílias: comprometimento maior da renda mensal.
  • Síndicos e administradoras: desafios para equilibrar contas e manter serviços essenciais.
  • Mercado imobiliário: condomínios mais caros podem afetar a atratividade de imóveis em grandes centros urbanos.

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