O escândalo da Lojas Americanas, revelado em janeiro de 2023 com um rombo contábil de R$ 20 bilhões, completa três anos sem punições efetivas aos responsáveis e com a empresa ainda em processo de recuperação judicial. As ações da companhia perderam cerca de 90% do valor de mercado, e investidores aguardam desfecho das investigações e medidas de ressarcimento.
O início do escândalo
Na noite de 11 de janeiro de 2023, o então presidente da Americanas, Sérgio Rial, divulgou um fato relevante informando inconsistências contábeis de R$ 20 bilhões. A revelação, feita apenas dez dias após assumir o cargo, provocou sua saída imediata e marcou o início da maior fraude contábil da história corporativa brasileira.
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Impactos no mercado
- As ações da Americanas (AMER3) despencaram, acumulando perdas superiores a 90% em relação ao valor anterior ao escândalo.
- A empresa, que já foi uma das varejistas mais tradicionais do país, hoje vale apenas 10% do que valia antes da descoberta das fraudes.
- O caso abalou a confiança dos investidores e levantou debates sobre falhas na governança corporativa e na fiscalização de auditorias.
Recuperação judicial
- A Americanas entrou em recuperação judicial em janeiro de 2023, buscando renegociar dívidas bilionárias com credores.
- O processo ainda está em andamento, com foco em preservar empregos e manter operações em suas lojas físicas e digitais.
- A companhia tenta se reestruturar, mas enfrenta dificuldades para recuperar credibilidade junto ao mercado e consumidores.
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Punições e investigações
- Três anos após a revelação, nenhum executivo foi punido de forma definitiva.
- Ex-dirigentes como Miguel Gutierrez e outros membros da antiga gestão são investigados, mas os processos seguem sem conclusão.
- A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e o Ministério Público Federal ainda analisam responsabilidades e possíveis sanções.
- Credores e acionistas minoritários aguardam medidas de ressarcimento, enquanto a empresa busca responsabilizar ex-executivos por danos materiais e morais.
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Lições para o mercado
O caso Americanas expõe fragilidades na fiscalização corporativa e reforça a necessidade de:
- Auditorias independentes mais rigorosas.
- Transparência contábil em grandes companhias.
- Responsabilização rápida de gestores envolvidos em fraudes.
Três anos depois, o escândalo da Americanas continua sem punições concretas e com a empresa em recuperação judicial. O episódio se tornou um marco negativo no mercado brasileiro, lembrando investidores e reguladores da importância da governança e da transparência para evitar crises de confiança.








