O Banco Central (BC) anunciou nesta quinta-feira (15) a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, antiga Reag DTVM, apenas um dia após a Polícia Federal deflagrar a segunda fase da Operação Compliance Zero. A decisão reforça o cerco contra instituições financeiras suspeitas de envolvimento em fraudes ligadas ao Banco Master. A Reag Investimento também deve sua liquidação decretada no mesmo dia.
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- A liquidação foi determinada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, que nomeou a APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo como liquidante, sob responsabilidade técnica de Antonio Pereira de Souza, experiente em processos semelhantes.
- Segundo o BC, a medida foi motivada por “graves violações às normas legais” que regem o sistema financeiro.
- A CBSF se enquadrava no segmento S4, representando menos de 0,001% do ativo total ajustado do sistema financeiro nacional.
Operação Compliance Zero
- A segunda fase da operação teve como alvos endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, além de empresários como Nelson Tanure e João Carlos Mansur, fundador da Reag.
- O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, chegou a ser preso quando tentava deixar o país em direção a Dubai, mas foi solto horas depois.
- A investigação apura se fundos da Reag foram usados para inflar artificialmente ativos do Master, em um esquema bilionário de fraudes financeiras.
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Relação com o Caso Master
- O Banco Master já havia sido liquidado em novembro de 2025, após suspeitas de operações fraudulentas.
- Documentos apreendidos pela PF reforçam os vínculos entre a Reag e o Master, incluindo movimentações de recursos em fundos de investimento.
- Há indícios de que esses fundos poderiam ter servido para desvio de patrimônio e lavagem de dinheiro.
Impactos na Reag
- A Reag, que se diz vítima da Operação Carbono Oculto, enfrentou dificuldades crescentes e chegou a devolver o Edifício Bothanic, localizado na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, próximo à Faria Lima, em São Paulo.
- A empresa nega envolvimento com irregularidades e afirma que as acusações são “infundadas”, apesar das suspeitas levantadas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) sobre vínculos com o PCC.
- A liquidação da CBSF soma-se à decisão do BC de encerrar também as atividades da Advanced Corretora de Câmbio, por problemas financeiros e violações legais.
- Embora os processos não estejam relacionados, o movimento sinaliza uma postura mais rígida das autoridades diante de irregularidades no setor financeiro.








