Em 14 de janeiro de 2026, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou a contratação da energia a carvão do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Santa Catarina, pertencente à Diamante Energia, controlada por Pedro Grünauer Kassab, sobrinho de Gilberto Kassab (PSD).
AINDA: Lula por decreto cria na CVM o maior número de cargos para indicação da história
Acesse as notícias que enriquecem seu dia em tempo real, do mercado econômico e de investimentos aos temas relevantes do Brasil e do mundo faça parte da lista Vip Clique aqui.
- O contrato prevê fornecimento por 15 anos, com receita mínima de R$ 28,3 bilhões a valor presente.
- O preço estabelecido foi de R$ 564 por megawatt-hora (MWh).
- Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a definição desse valor considerou informações majoritariamente fornecidas pela própria empresa, o que levanta questionamentos sobre transparência e imparcialidade no cálculo.
LEIA: “Careca da fraude do INSS”, pagou R$ 700 mil para ministra do STM
Base legal
- A contratação foi determinada pela Lei 14.299/2022, que obrigou a compra da energia da usina Jorge Lacerda.
- O objetivo da lei era garantir a continuidade da operação da usina, mesmo diante da transição energética e da pressão por fontes renováveis.
MAIS: CPMI do INSS: suspeitas de ligação entre Banco Master, roubo bilionário a aposentados e Lulinha
Controvérsias
- O preço de R$ 564/MWh é considerado 62% acima da média de mercado, segundo especialistas.
- Analistas apontam que o contrato pode representar favorecimento político à família Kassab.
- Ambientalistas destacam a contradição do governo Lula, que se apresenta como líder da agenda climática global, mas mantém investimentos em carvão mineral, uma das fontes mais poluentes.
Impactos políticos e econômicos
- Político: fortalece a influência da família Kassab e gera desgaste para Lula junto à oposição e movimentos ambientais.
- Econômico: garante estabilidade de fornecimento de energia, mas a um custo elevado para os cofres públicos.
- Ambiental: reforça a dependência de uma matriz energética poluente, em contradição com compromissos internacionais de redução de emissões.
O contrato bilionário firmado em 14 de janeiro de 2026 entre o governo Lula e a usina da família Kassab, com preço fixado em R$ 564/MWh, expõe uma série de dilemas. Embora amparado pela Lei 14.299/2022, o acordo levanta dúvidas sobre transparência na definição de valores, já que, segundo a Folha, os cálculos se basearam em dados fornecidos pela própria empresa.
Com impacto de R$ 28,3 bilhões ao longo de 15 anos, o episódio coloca em xeque a credibilidade do governo Lula na agenda climática, reforça o poder de grupos políticos tradicionais e abre espaço para críticas sobre custo elevado com dinheiro público e favorecimento empresarial. Kassab afirmou não ter informações dos detalhes da negociação.








