Advogado que não faz parte da equipe de Bolsonaro tem pedido de habeas corpus ao ex-presidente negado por Gilmar Mendes

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Um novo pedido pela prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, na manhã deste sábado (17). O habeas corpus não teve origem na defesa do político que lidera a oposição ao presidente Lula (PT), mas pelo advogado Paulo Emendabili Sousa Barros de Carvalhosa. Com a decisão, Bolsonaro segue preso em sala do Estado Maior da Polícia Militar do Distrito Federal, na Papudinha, no Complexo da Papuda.

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Gilmar Mendes concluiu que não há possibilidade de julgar um pedido impetrado por um advogado que não tenha relação com a defesa de Bolsonaro. E a apreciação da demanda não foi feita pelo ministro Alexandre de Moraes, porque este se declarou-se impedido de julgar, com a justificativa de ser parte coatora do habeas corpus que confronta suas próprias decisões anteriores.

Ao negar a prisão domiciliar, Gilmar Mendes ainda destaca que a jurisprudência do STF não permite que seja conhecido habeas corpus contra decisões de ministros ou de órgãos colegiados do próprio Supremo.

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O habeas corpus havia sido distribuído à ministra Cármen Lúcia. Mas como ela está de recesso, a demanda seguiu para a Presidência do STF, ocupada interinamente por Moraes. E o regimento determina que casos como estes sejam redistribuídos para o decano, Gilmar Mendes.

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Michelle recorre a Gilmar Mendes por prisão domiciliar de Bolsonaro
Alexandre de Moraes se reuniu com Michelle antes de transferir Bolsonaro. Na última semana, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro chegou a se reunir com os ministros Gilmar Mendes e com Alexandre de Moraes, aos quais pediu apoio à prisão domiciliar para o ex-presidente.

Denúncias e transferência
Condenado por quatro ministro da Corte, num total de 11, a 27 anos e três meses de prisão por crimes na “ suposta trama golpista”, Jair Bolsonaro cumpria pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, desde 22 de novembro. E, na quinta-feira (15), foi transferido, por ordem de Moraes que não é juiz de execução penal, para uma sala com alguns vasos sanitários, convertida em cela, no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, no Complexo da Papuda.

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A família Bolsonaro denunciou diversas vezes o tratamento dado ao ex-presidente, na PF, considerando inadequado e até torturante, por causa do quadro delicado de saúde do político de 70 anos e com sequelas da facada no atentado contra sua vida, ocorrido na campanha eleitoral de 2018.

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Ao longo de 54 dias na sede da PF da capital federal, Bolsonaro precisou ser transferido para fazer cirurgias, também para exames os quais demoravam dias a serem concedidos, após cair da cama e bater a cabeça, originando traumatismo craniano. E a principal reclamação era de que havia um barulho alto e constante de um gerador da central de ar-condicionado instalada perto do local da prisão na superintendência da corporação. Pelas redes sociais existem vídeos onde é possível constatar de fato o ruído enloquecedor 24 horas por dia.

A PF após meses de reclamações nesta semana entregou um protetor auricular ao ex-presidente idoso, e afirmou que no período da noite quando os servidores forem para casa, a central de ar condicionado seria desligada para permitir que Bolsonaro dormisse sem barulho, contudo sem ar condicionado também.

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Na decisão, Moraes determinou atendimento médico à disposição do ex-presidente, instalação de grades de proteção na cama, espaço mais amplo e com assistência religiosa e transferência hospitalar imediata, caso a equipe médica conclua ser necessária. Não foi permitido a Bolsonaro ter acesso a TV smart como qualquer preso tem no Brasil. Lembrando que Bolsonaro é um ex-chefe de Estado e deveria ter acesso ao mesmo tipo de prisão concedido aos demais ex-presidentes. Respeitando também sua condição de idos e comorbidades como câncer de pele.

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A leitura para progressão penal também foi autorizada. Mas o ministro destacou que o cumprimento de pena não seria “colônia de férias” e que a situação do ex-presidente é privilegiada diante do quadro de milhares de condenados pelo Brasil. Moraes comparou Bolsonaro a detentos comuns não a ex-presidentes. Moraes concedeu prisão domiciliar ao ex-presidente Fernando Collor de Melo.

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Redatora e bailarina nas horas vagas. Também gosto de ajudar as pessoas e acredito que na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Conheça minha "Caixa de Surpresas"
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