Em 19 de janeiro de 2026, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou uma caminhada de aproximadamente 240 km entre Paracatu (MG) e Brasília (DF). O ato, descrito por ele como uma “marcha cívica pela liberdade”, tem como objetivo denunciar o que considera prisões políticas e injustas de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenados por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023. Aos poucos a população está aderindo a caminha junto a Nikolas.
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A carta-manifesto: um chamado à consciência nacional
Em carta aberta publicada no mesmo dia, Nikolas afirma que sua ação é motivada por “amor ao Brasil, à liberdade e à verdade”. Ele denuncia o que chama de processos ilegais, parciais e arbitrários, e cita nominalmente os seguintes presos:
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- Jair Bolsonaro – condenado por tentativa de golpe de Estado
- Filipe Martins – ex-assessor internacional, preso por suposta conspiração
- Coronel Jorge Naime – ex-comandante da PM-DF, acusado de omissão nos atos de 8/1
- Outros militares e civis – detidos por envolvimento direto ou indireto nos eventos
Nikolas afirma que o Brasil vive uma “paralisia psicológica”, onde a população se acostumou à injustiça. Ele conclui:
“A liberdade não se pede de joelhos. Defende-se de pé.”
Reivindicações políticas e jurídicas
A caminhada tem como bandeiras principais:
- Fim das prisões injustas e revisão dos processos ligados ao 8 de janeiro
- Derrubada do veto à dosimetria das penas, que permitiria penas mais proporcionais
- Rejeição ao ativismo judicial e à suposta politização do STF
- Solidariedade às famílias dos presos políticos
Nikolas também critica o silêncio de parte do Congresso e da sociedade diante do que considera uma “escalada autoritária”.
Detalhes logísticos da marcha
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Início | 19 de janeiro de 2026 – Paracatu (MG) |
| Destino | Brasília (DF) – chegada prevista em 25/01 |
| Distância | Cerca de 240 km |
| Estilo do ato | Pacífico, ordeiro, sem bloqueios |
| Apoio logístico | Equipe de voluntários e apoiadores |
Contexto político e histórico
A ação ocorre em um momento de:
- Tensão institucional entre Congresso, STF e Executivo
- Condenações severas de figuras ligadas ao bolsonarismo
- Debate sobre liberdade de expressão, ativismo judicial e censura
- Mobilização conservadora em torno da pauta “liberdade e justiça”
A caminhada de Nikolas é vista por aliados como um gesto simbólico de resistência, e por críticos como uma tentativa de capitalizar politicamente sobre o tema.
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Repercussão e próximos passos
- A chegada a Brasília está prevista para 25 de janeiro, com possível recepção por parlamentares da oposição.
- A carta já circula em grupos políticos e redes sociais, sendo usada como instrumento de mobilização.
- A ação pode influenciar debates no Congresso sobre revisão penal, dosimetria e limites do Judiciário.
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A marcha de Nikolas Ferreira é mais do que um protesto físico — é uma estratégia política, simbólica e comunicacional. Ela articula temas como liberdade, justiça, ativismo judicial e direitos humanos, e insere o parlamentar como protagonista de uma narrativa que busca reverter condenações e reacender o debate sobre o papel das instituições.








