Família Vorcaro do Banco Master envolvida em fraude de créditos de carbono bilionários na Amazônia

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A investigação sobre os projetos de créditos de carbono na Amazônia trouxe à tona o envolvimento da família Vorcaro, ligada ao Banco Master, em uma operação que movimentou mais de R$ 45,5 bilhões em ativos vinculados a terras públicas. O caso expõe não apenas irregularidades financeiras, mas também questões fundiárias e ambientais de grande relevância. O fato liga a Operação Compliance Zero e a Carborno Oculto da PF.

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Estrutura da operação

  • Empresas ligadas à família Vorcaro, como a Alliance Participações, controlada por Henrique Moura Vorcaro e Natália Bueno Vorcaro Zettel, firmaram contrato em 2022 para explorar créditos de carbono da Fazenda Floresta Amazônica, em Apuí (AM).
  • O acordo previa que a Alliance ficaria com 80% das unidades de carbono estimadas, enquanto o intermediário José Antônio Ramos Bittencourt ficaria com 20%.
  • Esses créditos foram transformados em 168,8 milhões de cotas de fundos administrados pela Reag, inflando artificialmente o patrimônio de fundos como New Jade 2 e Biguaçu.

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Quem são os envolvidos

  • Daniel Vorcaro: fundador do Banco Master, citado como figura central do grupo, mas afirma não ter participação na gestão dos fundos de carbono.
  • Henrique Moura Vorcaro (pai) e Natália Bueno Vorcaro Zettel (irmã): sócios da Alliance Participações, empresa que estruturou o contrato de créditos de carbono.
  • José Antônio Ramos Bittencourt: intermediário que recebeu parte dos créditos e se tornou cotista em fundos da Reag.
  • Marco Antônio de Melo: proprietário formal da área da Fazenda Floresta Amazônica, em Apuí (AM), usada como base para o projeto.

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Estrutura da operação

  • Em agosto de 2022, a Alliance Participações firmou contrato com Marco Antônio de Melo e José Bittencourt.
  • A Alliance ficou com 80% das unidades de carbono estimadas, e Bittencourt com 20%.
  • Esses créditos foram transformados em 168,8 milhões de cotas de fundos da Reag, como New Jade e New Jade II, que passaram a ter Bittencourt como cotista minoritário.
  • O contrato também previa a possibilidade de negociar tokens de carbono e outros ativos como forma de pagamento.

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Fundos e empresas sem liquidez

  • Os créditos abasteceram empresas como Global Carbon e Golden Green, integrantes da estrutura que ampliou artificialmente o patrimônio dos fundos da Reag.
  • Golden Green foi avaliada em R$ 14,5 bilhões, e Global Carbon em R$ 31 bilhões, mesmo sem comercializar créditos de carbono.
  • A Golden Green tinha como investidor o fundo Jade, enquanto a Global Carbon era financiada pelo New Jade II.
  • O New Jade II está ligado ao fundo Hans 95, considerado fraudulento pelo Banco Central na Operação Carbono Oculto.
  • Apesar de não terem liquidez, esses fundos sustentaram operações financeiras e empréstimos, permitindo ao Banco Master seguir ofertando CDBs e ampliar seu patrimônio fictício.

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Irregularidades fundiárias e auditorias questionadas

  • Laudos revelaram que a terra usada como base para os créditos pertence à União e é destinada à reforma agrária, não podendo ser negociada privadamente.
  • Auditorias validaram operações apenas com base em dados fornecidos pelas empresas, sem comprovação concreta dos ativos ambientais.
  • Isso comprometeu a credibilidade das certificações e levantou dúvidas sobre a segurança jurídica do mercado de carbono.

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As explicações da família Vorcaro

  • Henrique e Natália Vorcaro, por meio de representantes legais, negaram envolvimento em irregularidades e afirmaram que o grupo empresarial atua com integridade há mais de 40 anos. “O grupo empresarial, cujas atividades detêm boa reputação há mais de 40 anos, está à disposição para esclarecer o que for necessário às autoridades”, informou a defesa.
  • Daniel Vorcaro declarou que ele e o Banco Master não participam da gestão, administração, precificação ou modelagem técnica dos fundos mencionados, tampouco das companhias citadas. “As atividades, estimativas e valores declarados nos balanços dessas empresas são de responsabilidade exclusiva das respectivas gestoras e dirigentes”, disse sua defesa.
  • José Bittencourt afirmou que o projeto foi encerrado ainda na fase inicial, após consultoria especializada apontar problemas fundiários. Ele citou a existência de um Termo de Ajustamento de Conduta em tramitação no Incra para regularizar a propriedade e declarou: “Nunca tive nenhum contato com Daniel Vorcaro.”

O caso expõe um arranjo em que créditos de carbono foram usados para inflar artificialmente fundos e empresas sem liquidez (Golden Green, Global Carbon, New Jade, New Jade II, Hans 95), sustentando operações financeiras bilionárias.

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Ao mesmo tempo, a família Vorcaro se defende, alegando que não participou da gestão dos fundos e que atua com integridade há décadas. O episódio revela tanto as suspeitas de fraude e manipulação financeira quanto a tentativa dos envolvidos de se desvincular das irregularidades.

Mais do que um caso isolado, trata-se de um alerta sobre a necessidade de transparência, a

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Re Hunter
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Jornalista que acredita que a positividade traz melhores resultados sempre! [email protected]
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