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Agenda do mercado tem Copom, Fed e escândalos institucionais que podem mexer com os mercados

Agenda do Mercado. Imagem: Investidores Brasil
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A semana será marcada não apenas por eventos econômicos e decisões de política monetária, mas também por escândalos políticos e judiciais que podem aumentar a volatilidade e influenciar diretamente o humor dos investidores.

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No Brasil, o foco recai sobre o IPCA-15 e a decisão de juros do Banco Central, além de dados relevantes do mercado de trabalho e confiança do consumidor.

No exterior, os destaques ficam para a decisão do Federal Reserve, com coletiva de Jerome Powell, indicadores de inflação nos EUA, além de números importantes da Europa, Japão e China, que ajudam a calibrar as expectativas para a economia global.

Tanto na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) quanto na do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), as projeções são de manutenção na taxa de juros. No caso do banco central brasileiro, os investidores buscam por sinais de que o BC deve começar a cortar a Selic em março.

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Economia e Política Monetária

  • Copom (Brasil): expectativa de manutenção da Selic, mas qualquer mudança no tom do comunicado pode mexer com juros futuros e câmbio.
  • Federal Reserve (EUA): deve manter os juros, mas o discurso será decisivo para ativos globais.
  • Inflação e emprego: IPCA-15 no Brasil e payroll nos EUA podem alterar expectativas de política monetária.

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Política Nacional

  • Cenário fiscal: divulgação de dados de arrecadação e gastos públicos será acompanhada de perto, já que o mercado teme desequilíbrio nas contas.
  • Lula e governo: declarações sobre gastos, privatizações e relação com o Congresso podem gerar volatilidade.
  • Reformas: qualquer avanço ou retrocesso em pautas econômicas (tributária, administrativa) impacta diretamente o humor dos investidores.

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Geopolítica Internacional

  • EUA x China: tensões comerciais e tecnológicas continuam sendo fator de risco.
  • Europa: indicadores de atividade e inflação, além de debates sobre política energética, influenciam o euro e o apetite global por risco.
  • Oriente Médio: conflitos e instabilidade podem pressionar preços do petróleo.
  • Rússia e Ucrânia: novas sanções ou escaladas militares afetam commodities e câmbio.

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Escândalos e Crises Institucionais

  • Banco Master: a liquidação da instituição pelo Banco Central em novembro de 2025 e as acusações de fraude bilionária contra Daniel Vorcaro continuam repercutindo. A relação do banco com figuras do PT, como Guido Mântega, gera desconfiança e pressiona o ambiente político.
  • STF e Dias Toffoli: novas descobertas sobre movimentações financeiras ligadas ao irmão de Dias Toffoli levantam questionamentos sobre origem de recursos e aumentam a percepção de risco institucional. Esse tipo de escândalo pode afetar a confiança dos investidores no sistema jurídico e na estabilidade regulatória.
  • Impacto no mercado: escândalos envolvendo o sistema financeiro e o Judiciário ampliam a percepção de insegurança, elevam o risco Brasil e podem pressionar o câmbio e os juros longos.

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O que observar

  • Taxas de juros: estabilidade é esperada, mas surpresas podem gerar fortes movimentos.
  • Fiscal e política interna: declarações do governo brasileiro sobre gastos e reformas são gatilhos de volatilidade.
  • Geopolítica: petróleo, commodities e moedas emergentes são os ativos mais sensíveis a tensões internacionais.
  • Escândalos: fraudes e denúncias envolvendo o Banco Master e o STF podem aumentar o prêmio de risco e reduzir o apetite por ativos brasileiros.

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Os mercados estarão em alerta máximo. Além da Super Quarta com Copom e Fed, o cenário político interno, os desdobramentos geopolíticos e os escândalos envolvendo o Banco Master e o STF (especialmente Dias Toffoli) podem definir o tom dos ativos. Investidores devem acompanhar não apenas os indicadores econômicos, mas também os discursos políticos e as crises institucionais, que juntos formam o verdadeiro mapa de riscos da semana

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Confira a agenda de indicadores entre 26 a 30 de janeiro (horário de Brasília):

Brasil

  • Segunda-feira (26)
    8h – Confiança do consumidor (FGV)
    8h25 – Relatório Focus
  • Terça-feira (27)
    9h – IPCA-15
  • Quarta-feira (28)
    18h30 – Decisão de juros do Banco Central
  • Sexta-feira (30)
    8h – IGP-M
    8h30 – Balanço orçamentário
    9h – Taxa de desemprego
    14h30 – Caged

Estados Unidos

  • Quarta-feira (28)
    10h30 – Discurso do presidente Donald Trump
    16h – Decisão de juros do Federal Reserve
    16h30 – Coletiva de imprensa de Jerome Powell
  • Quinta-feira (29)
    10h30 – Pedidos semanais de seguro-desemprego
    10h30 – Balança comercial
  • Sexta-feira (30)
    10h30 – PPI

Zona do euro

  • Quinta-feira (29)
    9h – Confiança do consumidor, da indústria e dos serviços
  • Sexta-feira (30)
    7h – PIB
    7h – Taxa de desemprego

Japão

  • Terça-feira (27)
    20h50 – Ata da reunião de política monetária do BoJ
  • Quinta-feira (29)
    20h30 – CPI
    20h30 – Taxa de desemprego
    20h50 – Produção industrial
    20h50 – Vendas no varejo

China

  • Sexta-feira (30)
    22h30 – PMI industrial e composto

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