O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) discursou em Jerusalém, no dia 27 de janeiro de 2026, durante a Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo. Em sua fala, anunciou que, caso seja eleito presidente da República, promoverá um redesenho completo da política externa brasileira, com realinhamento explícito ao lado de Israel e das democracias que enfrentam o terrorismo.
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Resgate histórico e críticas ao governo Lula
Flávio relembrou o papel do diplomata Oswaldo Aranha na criação do Estado judeu e destacou que a parceria entre Brasil e Israel se fortaleceu durante o governo de Jair Bolsonaro, mas foi rompida nos últimos anos.
Ao comentar o atual governo, foi direto:
“Lula é antissemita. Isso não é um slogan nem exagero. Está baseado em suas ideias, nos seus assessores, em suas palavras e em suas ações.”
O senador frisou que o antissemitismo contemporâneo muitas vezes se manifesta sob o discurso do antissionismo:
“Há apenas um Estado judeu no mundo. Negar a ele o direito de existir não é debate político, é discriminação.”
Críticas à diplomacia brasileira
Flávio citou como exemplos negativos da política externa de Lula:
- Aproximação com o Irã;
- Autorização para entrada de navios de guerra iranianos em portos nacionais;
- Votos recorrentes contra Israel em organismos internacionais;
- Comparação feita por Lula entre Israel e o Holocausto. Ele afirmou que Lula mostrou com ações e palavras que é antissemita.
Segundo ele, não se trata de erros isolados, mas de um padrão claro e deliberado.
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Pré-candidatura à Presidência
Flávio Bolsonaro anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República, justificando que Jair Bolsonaro estaria impedido por perseguição política:
“Ideias não podem ser presas. A verdade não pode ser silenciada.”
Defendeu ainda o fim da neutralidade brasileira na política externa:
“O Brasil não pode permanecer neutro. Precisa escolher um lado.”
Compromissos futuros
No encerramento de seu discurso, Flávio prometeu que, se eleito, o Brasil assinará oficialmente os Acordos de Isaac em janeiro de 2027.
Concluiu com uma crítica ao atual isolamento diplomático:
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“Se Deus quiser, o próximo presidente do Brasil não será persona non grata em Israel.”
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Agenda em Israel
Na véspera do discurso, Flávio Bolsonaro teve uma reunião prolongada com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, além de encontros reservados com autoridades israelenses e representantes de outros países presentes ao evento.
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A participação de Flávio Bolsonaro em Jerusalém reforça sua estratégia de se posicionar como defensor de Israel e crítico da política externa de Lula. Ao anunciar sua pré-candidatura e prometer realinhamento diplomático, o senador busca marcar território no debate eleitoral de 2026, colocando Israel como peça central em sua narrativa política.








