A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (6) uma nova frente de investigação sobre investimentos de regimes previdenciários estaduais no Banco Master. A operação, batizada de Zona Cinzenta, cumpre mandados de busca e apreensão em Macapá para apurar aportes feitos pela Amprev, a previdência do estado do Amapá, que somaram ao menos R$ 400 milhões em 2024.
PF investiga irregularidades na gestão da Amprev
Segundo a PF, as diligências buscam esclarecer “possíveis irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá”, com foco na aprovação e execução de aplicações em letras financeiras emitidas por um banco privado.
As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal e incluem quatro mandados na capital amapaense.
Lula defende Lewandowski em caso Master
O presidente ressaltou que Lewandowski deixou o contrato com o Banco Master quando foi convidado para integrar o governo federal como ministro da Justiça.
LEIA: PIX agora é rastreado. Entenda a ferramenta que entra em vigor …
SAIBA: Ibovespa coloca o pé no freio com a Vale. Veja destaques de ações
Alvos da operação
Entre os alvos estão:
- Jocildo Silva Lemos, diretor-presidente da Amprev — indicado ao cargo pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
- Jackson Rubens de Oliveira e José Milton Afonso Gonçalves, integrantes do comitê de investimentos da autarquia.
VEJA: Moraes e dono do Banco Master apreciavam charutos e vinhos caros em sala secreta
Acesse as notícias que enriquecem seu dia em tempo real, do mercado econômico e de investimentos aos temas relevantes do Brasil e do mundo faça parte da lista Vip Clique aqui.
De acordo com apuração do UOL, o trio participou das deliberações que autorizaram as aplicações em três reuniões realizadas em julho de 2024.
AINDA: Votorantim negocia venda de empresa estratégica para a soberaia do Brasil para a China…
Gestão temerária e fraudulenta
A PF investiga gestão temerária e gestão fraudulenta na condução dos recursos previdenciários. Em nota, a corporação afirmou que a apuração examina tanto os critérios adotados para a aprovação dos investimentos quanto a execução das operações, em um contexto de maior escrutínio sobre a exposição de fundos públicos a ativos de maior risco.
Caso Master se amplia
O avanço no Amapá ocorre poucos dias após outro desdobramento relevante do chamado caso Master em nível estadual. Nesta semana, o ex-presidente da Rioprevidência foi preso em investigação que apura aportes próximos de R$ 1 bilhão no mesmo banco, ampliando o alcance das apurações sobre a estratégia de captação da instituição comandada por Daniel Vorcaro.









