A Marfrig (MRFG3) reportou lucro líquido (atribuído ao controlador) de R$ 2,58 bilhões no quarto trimestre de 2024 (4T24). Por volta de 12h31 desta quinta-feira (27), as ações disparavam 6,82%, aos R$ 14,87 por ação.
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Para o BTG Pactual, os números foram contra todas as probabilidades, com melhores resultados na América do Sul, que foi o destaque positivo, com Ebitda de R$ 660 milhões, 19% acima da previsão do banco.
Enquanto isso, a América do Norte permaneceu sob pressão, com Ebitda em R$ 360 milhões – 6% abaixo da estimativa do BTG- refletindo margem estreita de 1,9% em meio a um ciclo de gado ainda desafiador nos EUA.
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O valor de mercado da Marfrig é de R$ 12,3 bilhões, enquanto sua participação na BRF (BRFS3) é avaliada em R$ 16 bilhões.
“A BRF continua sendo o principal gerador de valor da Marfrig. A diferença (de valor de mercado) é explicada pela dívida da controladora. O valuation da BRF, portanto, tem um impacto significativo no valor do equity da Marfrig”, , apontam Thiago Duarte, Guilherme Guttilla e Bruno Henriques.
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Para o trio, as esperanças de um desempenho mais forte dependeriam da capacidade de desalavancar a holding. O
BTG manteve a recomendação neutra em BRF (preço-alvo de R$ 25 e potencial de alta de 37,14%) e Marfrig (preço-alvo R$ 20 e potencial de alta de 34,32%).
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Já o Itaú BBA, que é neutro para ação (preço-alvo de R$ 19 e potencial de 38,7%), destacou os números sólidos já esperados para o frigorífico, com o Ebitda ajustado (ex-BRF) 3% acima de suas estimativas.
No entanto, a falta de gatilhos de curto prazo e um caminho relativamente longo para normalização de margens nos Estados Unidos estão por trás da recomendação neutra para ação.
O Goldman Sachs viu crescimento e lucratividade melhores que o esperado na América do Sul, com caixa livre positivo da BRF e National Beef. Com a tese de desalavancagem se confirmando (melhora de 0,4x em dólar no 4T24), o banco reforça compra para ação e preço-alvo de R$ 21,80.