O Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, o maior nível desde julho de 2006. A decisão foi unânime pelo Copom e marca o quinto encontro consecutivo em que os juros permanecem nesse patamar. O mercado espera que os cortes comecem na próxima reunião, em março de 2026.
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Decisão do Copom
- Data: 28 de janeiro de 2026.
- Taxa: Selic mantida em 15% ao ano.
- Unanimidade: Todos os diretores do Banco Central votaram pela manutenção.
- Histórico: É o maior patamar desde julho de 2006, quando a taxa estava em 15,25% ao ano.
- Sequência: Quinto encontro consecutivo com Selic nesse nível.
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Expectativas do mercado
- Analistas já esperavam a manutenção.
- A previsão é que o Banco Central inicie cortes de juros na próxima reunião, marcada para 17 e 18 de março de 2026.
- O último corte ocorreu em maio de 2024, quando a taxa caiu para 10,5% ao ano com Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro.
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Composição do Copom
- O Copom é formado pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, e 8 diretores.
- Lula indicou 8 dos atuais membros, consolidando maioria desde janeiro de 2025.
- Em dezembro de 2025, saíram os últimos dois diretores indicados por Jair Bolsonaro: Diogo Guillen e Renato Gomes.
- Agora, o colegiado é totalmente composto por nomes ligados ao atual governo.
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Objetivo da política monetária
- O Banco Central busca levar a inflação para o centro da meta de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual (até 4,5%).
- O IPCA fechou 2025 em 4,26%, dentro da meta e no menor nível desde 2018, porém a metodologia de cálculo foi alterada e retirou itens importantes do cálculo.
- Projeções indicam que a inflação ficará abaixo de 4,5% já no 1º trimestre de 2026.
- O cálculo do IPCA passou por mudanças recentes: em janeiro de 2025 o IBGE de Lula atualizou a “cesta de consumo” usada para medir a inflação, incorporando novos produtos e serviços e ajustando os pesos de cada item conforme a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017–201.
- Muitos economistas e analistas apontam que, embora o método seja estatisticamente correto, ele não traduz bem a dor no bolso de quem é mais afetado por itens vitais.
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Relação política e econômica
- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende cortes de juros, alegando que os juros reais próximos de 10% ao ano são insustentáveis.
- Haddad critica a “teimosia” de agentes financeiros e afirma que há “gente torcendo contra o país”.
- Lula também declarou em outubro de 2025 que o BC precisará começar a reduzir os juros.
- Já Galípolo defende a Selic em 15% por período “prolongado” e elogiou a transição com Roberto Campos Neto como “exemplar”.
A manutenção da Selic em 15% reforça a postura conservadora do Banco Central diante da inflação e do excesso de gastos de Lula, mesmo com pressões políticas para cortes. O cenário abre espaço para debates sobre o impacto dos juros altos na economia, no crédito e no consumo, enquanto o mercado aguarda a reunião de março para possíveis mudanças na trajetória da taxa.








