Banco estatal BRB pede socorro ao FGC ou ao Tesouro para estancar perdas ligadas ao negócio feito com o Banco Master

INVESTIDORES BRASIL
Publicidade

O Banco de Brasília (BRB) enfrenta um dos maiores desafios de sua história recente. Após a compra de carteiras fraudulentas ligadas ao Banco Master, a instituição agora negocia uma linha de crédito com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para recompor seu capital e atender às exigências do Banco Central.

LEIA: Brasil tem maior déficit nas contas externas dos últimos 11 anos

Contexto da crise

De acordo com investigações da Polícia Federal (PF) e do Banco Central, a gestão anterior do BRB realizou a compra de R$ 12,2 bilhões em carteiras sem lastro do Master. Além disso, o banco passou a controlar fundos inseridos no esquema financeiro que está sob investigação. O controlador do Master, Daniel Vorcaro, foi preso em novembro de 2025 durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, que levou à liquidação da instituição.

SAIBA: A fraude do Banco Master, Guido Mantega e Lula: Entenda a conexão

Exigência do Banco Central

O Banco Central determinou que o BRB constitua uma reserva de R$ 2,6 bilhões para cobrir os prejuízos relacionados às carteiras adquiridas. A atual administração espera concluir ainda no primeiro trimestre uma solução que permita ajustar o balanço de 2025 dentro do prazo exigido para empresas de capital aberto.

VEJA: FMI e Banco Mundial fazem alerta sobre credibilidade do sistema financeiro, após a interferência do STF na liquidação do Banco Master

Alternativas em estudo

Entre as medidas avaliadas pela nova gestão estão:

  • Empréstimo junto ao FGC;
  • Aportes do Tesouro do Distrito Federal e de acionistas minoritários;
  • Transferência de imóveis do governo local para o banco;
  • Repasse de ações de estatais;
  • Formação de um consórcio de instituições financeiras.

SAIBA: Resort com jogos de azar e relação com Banco Master trata Toffoli do STF como “dono”: o que está por trás do Tayayá

Para que algumas dessas alternativas sejam viabilizadas, será necessária aprovação da Câmara Legislativa do DF, por meio de projeto que será enviado pelo governador Ibaneis Rocha.

AINDA: Com assinatura de mais de 150 parlamentares denúncia sobre condições da prisão de Bolsonaro chega a OEA, com pedido de prisão domiciliar

Acesse as notícias que enriquecem seu dia em tempo real, do mercado econômico e de investimentos aos temas relevantes do Brasil e do mundo faça parte da lista Vip Clique aqui. 

SAIBA: C6 Bank desaparece com dinheiro dos correntistas e investimentos, além de cancelar contas sem aviso: clientes denunciam abusos e risco financeiro

Nova gestão e negociações

O atual presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, assumiu o comando em novembro de 2025, após a saída de Paulo Henrique Costa, afastado e demitido em decorrência das investigações. Souza garantiu que o banco seguirá operando normalmente, sem risco de liquidação ou intervenção.

LEIA: Gastos de Lula mensais com cartão corporativo chegam a R$2 milhões e 99% sob sigilo, contrariando promessa eleitoral

Ele confirmou que já iniciou tratativas formais com o FGC, do qual o BRB é associado, e destacou que a operação exigirá garantias por parte do controlador, como participações em empresas estatais. Na semana passada, Souza esteve em São Paulo em reunião com a direção do fundo e também se encontrou com executivos de bancos privados.

MAIS: Vorcaro acusa Bancos maiores de promoverem “mudança no FGC que causou a quebra do Master”

Apoio do mercado

Segundo apuração da Folha de S. Paulo, instituições como Bradesco, Caixa, BTG, Itaú Unibanco, Inter, XP e C6 demonstraram apoio às negociações. Já Banco do Brasil, BNB e Basa não participaram das conversas.

Receba conteúdo exclusivo sobre os temas de seu interesse! Confirme em sua caixa de e-mail sua inscrição para não perder nada

Publicidade
Lucy Costa
Lucy Costa
Jornalista de generalidades.... Você gosta de meus conteúdos? Entre em contato; email: [email protected]
spot_img

Últimas

Publicidade

RELACIONADOS

PUBLICIDADE