O mercado financeiro brasileiro foi sacudido em novembro de 2025 com a liquidação extrajudicial do Banco Master, determinada pelo Banco Central. O episódio deixou um rombo de R$ 40,6 bilhões para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por ressarcir investidores. Agora, instituições como Nubank, XP Investimentos e BTG Pactual enfrentam uma ação civil pública por supostamente vender CDBs do Master como “seguros” e “integralmente garantidos pelo FGC”, sem destacar os riscos envolvidos.
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O que está em jogo
- Ação civil pública movida pela Abradecont (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor e do Trabalhador).
- Acusação: publicidade enganosa e omissão de informações sobre riscos financeiros do emissor.
- Instituições envolvidas: Nubank, XP e BTG Pactual.
- Contexto: uso do FGC como argumento comercial primário para atrair investidores.
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Entenda o FGC
O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada que protege investidores em caso de falência ou liquidação de instituições financeiras.
- Cobertura: até R$ 250 mil por CPF e por instituição.
- Limite agregado: até R$ 1 milhão a cada 4 anos.
- Objetivo: dar segurança mínima ao investidor, mas não eliminar riscos.
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No caso do Banco Master, muitos clientes tinham valores superiores ao limite de cobertura, o que gerou perdas significativas.
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Impacto para investidores
- Famílias e pequenos investidores acreditaram que os CDBs eram “sem risco” por estarem vinculados ao FGC.
- Grandes aplicadores ficaram expostos, já que o limite de cobertura não cobre valores acima de R$ 250 mil.
- Mercado financeiro agora discute a transparência na comunicação de produtos e o uso do FGC como ferramenta de marketing.
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Posição das instituições
- XP Investimentos: classificou a ação como “oportunista”.
- Nubank: afirmou seguir normas regulatórias e não trabalhar com assessores de investimento.
- BTG Pactual: não se manifestou até o momento.
Riscos e implicações
- Consumidores: podem ter sido induzidos a acreditar em segurança total.
- Mercado: abre precedente para maior fiscalização sobre publicidade de produtos financeiros.
- Justiça: caso está na 6ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro e foi encaminhado ao Ministério Público.
O episódio do Banco Master expõe uma fragilidade no mercado financeiro brasileiro: a forma como o FGC é comunicado ao público. Embora seja um mecanismo importante de proteção, não deve ser usado como “selo de garantia absoluta”. O caso contra Nubank, XP e BTG pode redefinir as regras de transparência na venda de produtos financeiros e servir de alerta para investidores: segurança nunca é total, e informação é a melhor defesa.









