O ex-presidente Jair Bolsonaro foi levado na manhã desta sexta-feira, 13 de março de 2026, a um hospital em Brasília após apresentar calafrios intensos, náuseas e episódios repetidos de vômito. A informação foi divulgada por aliados políticos e familiares.
Segundo relatos iniciais, Bolsonaro acordou passando mal ainda nas primeiras horas da manhã, quando estava sob custódia na Papudinha em Brasília. Diante da piora do quadro clínico — com vômitos frequentes e sinais de mal-estar sistêmico — agentes penitenciários acionaram atendimento médico e autorizaram a transferência imediata para avaliação hospitalar.
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O ex-presidente foi encaminhado para o hospital Hospital DF Star, unidade privada da capital federal que já havia recebido Bolsonaro em outras internações relacionadas ao histórico de complicações intestinais decorrentes do atentado sofrido em 2018.
Sintomas e atendimento médico a Bolsonaro
As primeiras informações indicam que Bolsonaro apresentou:
- calafrios intensos
- vômitos persistentes
- mal-estar gastrointestinal agudo
- possível desidratação associada ao quadro
Médicos iniciaram avaliação clínica completa, com exames laboratoriais e monitoramento para descartar complicações gastrointestinais mais graves, como obstrução intestinal ou inflamações decorrentes de aderências abdominais.
Até o momento, não havia boletim médico oficial detalhando o diagnóstico definitivo, mas o quadro exigiu observação hospitalar devido ao histórico clínico do ex-presidente.
Histórico médico que agrava risco clínico de Bolsonaro
A saúde de Bolsonaro é considerada delicada desde o Atentado contra Jair Bolsonaro em 2018, ocorrido durante a campanha eleitoral daquele ano. O ataque provocou lesões graves no intestino e na cavidade abdominal, levando a uma série de cirurgias ao longo dos anos seguintes.
Entre as complicações já registradas estão:
- múltiplas cirurgias abdominais
- aderências intestinais crônicas
- episódios recorrentes de suboclusão intestinal
- crises de dor abdominal e distúrbios digestivos
- câncer de pele
- Soluções constantes e persistentes
Especialistas apontam que pacientes com esse histórico podem sofrer crises súbitas de náusea, vômitos e inflamações intestinais, que frequentemente exigem internação ou acompanhamento hospitalar imediato.
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Idade avançada e debate sobre prisão domiciliar
O episódio voltou a colocar no centro do debate jurídico a situação do ex-presidente em relação ao direito à prisão domiciliar por idade e condição de saúde.
Bolsonaro tem 70 anos, o que o enquadra na faixa etária considerada pelo Código de Processo Penal do Brasil em hipóteses de substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar, especialmente quando associada a doenças graves ou condições médicas que exijam tratamento contínuo.
O artigo 318 do CPP estabelece que a prisão pode ser convertida em domiciliar quando o réu:
- possui idade avançada
- apresenta doença grave
- necessita de tratamento médico contínuo incompatível com o ambiente prisional
Advogados que acompanham o caso afirmam que o histórico clínico complexo de Bolsonaro, aliado à idade e às sequelas permanentes da facada, seria um fator relevante para análise judicial dessa medida.
Decisão judicial e relatoria no STF por Moraes
Os processos envolvendo o ex-presidente são conduzidos no Supremo Tribunal Federal, com relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
Até o momento, entretanto, não foi concedida prisão domiciliar, mesmo diante de pedidos apresentados pela defesa com base em questões médicas. Juristas apontam que decisões desse tipo dependem de laudos periciais oficiais e avaliação do risco processual, além da análise das condições de saúde do detento.
Próximos passos
A expectativa é que o hospital divulgue um boletim médico detalhado nas próximas horas, indicando:
- diagnóstico da crise atual
- necessidade ou não de internação prolongada
- eventual relação com complicações intestinais pré-existentes
Dependendo do resultado dos exames e da evolução do quadro clínico, novos relatórios médicos podem influenciar futuras discussões judiciais sobre a forma de cumprimento da pena.


