Na manhã desta terça-feira, 6 de janeiro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro trouxe a público um relato preocupante sobre o estado de saúde de seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está detido na Superintendência da Polícia Federal (PF) desde o fim de novembro. Bolsonaro segundo juristas, preenche todos os requisitos para receber a prisão domiciliar humanitária que já foi requerida por sua defesa inúmeras vezes e negada pelo ministro da Suprema Corte, Alexandre de Moraes.
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Segundo Michelle, Bolsonaro sofreu uma queda durante a madrugada, batendo a cabeça em um móvel da cela. Ela afirmou que o atendimento médico não foi imediato e que, ao chegar para a visita por volta das 9h, encontrou o ex-presidente em situação delicada, sem esclarecimentos completos sobre os primeiros socorros prestados.
“Meu amor não está bem”, escreveu Michelle em suas redes sociais, reforçando a apreensão com a demora no atendimento e cobrando explicações formais das autoridades responsáveis.
Contexto da detenção
Bolsonaro está preso desde novembro e, em dezembro, precisou ser internado para tratar duas hérnias inguinais e uma crise recorrente de soluços. Após a alta hospitalar em 1º de janeiro, sua defesa solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que ele pudesse se recuperar em casa. O pedido, no entanto, foi negado.
Repercussão e questionamentos
O episódio reacendeu debates sobre:
- As condições da detenção de ex-presidentes no Brasil.
- A responsabilidade da PF em garantir atendimento médico imediato.
- O impacto político da situação de saúde de Bolsonaro, que segue sendo figura central no cenário nacional.
Michelle relatou que estava acompanhada de um médico e aguardava contato com o delegado para entender como foram conduzidos os primeiros socorros. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou nota oficial detalhando o ocorrido.
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Reflexão
O caso evidencia como a saúde de líderes políticos, mesmo após deixarem o poder, continua sendo tema de grande relevância pública. A situação de Bolsonaro dentro da PF não apenas gera preocupação pessoal de sua família, mas também movimenta o debate político e jurídico no país.


















