A semana será decisiva para os mercados financeiros, com a divulgação de indicadores de inflação no Brasil e dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos, dois fatores-chave para as expectativas de juros e a precificação de ativos globais.
Após semanas de ajustes nas projeções macroeconômicas, investidores acompanham atentamente os números que podem influenciar decisões de política monetária, fluxos de capital e o comportamento de moedas, ações e renda fixa.
Brasil: Inflação no Centro das Atenções
No cenário doméstico, o destaque da agenda econômica é o IPCA de janeiro, principal indicador oficial de inflação do país. O dado será observado como termômetro inicial da trajetória dos preços em 2026 e como insumo relevante para as próximas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom).
Além do IPCA, o mercado acompanha:
- Relatório Focus, com as projeções atualizadas para inflação, juros, câmbio e crescimento;
- IPC-S e outros índices de preços, que ajudam a antecipar tendências inflacionárias;
- Indicadores complementares de atividade e mercado de trabalho.
Esses dados podem influenciar expectativas sobre a manutenção ou eventual flexibilização da política monetária ao longo do ano.
Exterior: Emprego nos EUA e Dados da China
No cenário internacional, o foco recai sobre os dados de emprego nos Estados Unidos, considerados centrais para a estratégia do Federal Reserve. Informações sobre geração de vagas, taxa de desemprego e pedidos de auxílio-desemprego podem alterar as apostas do mercado sobre o nível e a duração dos juros americanos.
Outro ponto relevante será a divulgação de índices de inflação da China, que ajudam a medir pressões de preços globais e o ritmo da atividade da segunda maior economia do mundo.
Indicadores da Zona do Euro, como dados de crescimento econômico, completam o panorama internacional da semana.
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Impactos Esperados nos Mercados
A combinação de inflação e emprego tende a:
- Aumentar a volatilidade nos mercados financeiros;
- Influenciar expectativas sobre juros no Brasil e no exterior;
- Afetar o comportamento do dólar, da bolsa e dos títulos de renda fixa;
- Reorientar estratégias de alocação de investidores institucionais e individuais.
Analistas avaliam que surpresas nos dados — positivas ou negativas — podem gerar movimentos relevantes de curto prazo.
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Veja o Calendário Econômico da Semana
| Data | Região | Indicador |
|---|---|---|
| Segunda | Brasil | Relatório Focus, IPC-S |
| Terça | Brasil | IPCA de janeiro |
| Terça | China | Inflação ao consumidor e produtor |
| Quarta | EUA | Dados do mercado de trabalho |
| Quinta | EUA | Pedidos de auxílio-desemprego |
| Sexta | Zona do Euro | PIB |
Leitura Estratégica
O mercado segue atento à dinâmica entre inflação e atividade econômica. Dados mais fortes podem reforçar expectativas de juros elevados por mais tempo, enquanto números mais fracos tendem a estimular revisões de cenário e maior busca por ativos de risco.mercado.
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Agenda de Indicadores do Mercado na Semana
| Data | País/Região | Evento/Indicador |
|---|---|---|
| 09/02 | Brasil | IPC-S (FGV), Relatório Focus |
| 10/02 | Brasil | IPCA (jan), prévias de preços |
| 10/02 | EUA | Vendas no varejo (indicador adicional) |
| 10/02 | China | Índices de preços ao produtor e ao consumidor |
| 11/02 | EUA | Emprego e desemprego |
| 12/02 | EUA | Pedidos semanais de auxílio-desemprego |
| 13/02 | Eurozona | PIB do 4º trimestre |
Dica de Análise
O foco do mercado agora está na relação entre inflação e emprego. Leitura mais quente de preços pode elevar expectativas de juros mais altos por mais tempo, enquanto um mercado de trabalho resiliente nos EUA pode reforçar esse viés. No Brasil, uma inflação persistente acima da meta adiciona complexidade às projeções do Copom.








