Casa do ministro do STF Toffoli no Resort Tayayá opera sem licença ambiental

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Relatórios do Instituto Água e Terra (IAT) revelaram que o Resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR), mantém parte de suas instalações em operação sem a licença ambiental obrigatória. O empreendimento, que já teve entre seus sócios parentes do ministro Dias Toffoli (STF), acumula irregularidades desde 2021.

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Irregularidades apontadas pelo IAT

  • Ausência de autorizações para obras e exploração comercial desde 2021.
  • O prédio principal possui mais andares do que o permitido para a área de recuperação ambiental.
  • A licença concedida pelo órgão estadual era apenas para realização das obras, não para início das atividades comerciais.
  • Imóveis de luxo foram construídos em área destinada à compensação ambiental.
  • Para regularizar, o resort deverá transferir 19 mil m² ao município de Ribeirão Claro.
  • O IAT informou que fará vistoria técnica ainda nesta semana para avaliar o cumprimento das exigências legais e a emissão da licença operacional, solicitada em 2025.

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Construção e operação sem autorização

Pareceres técnicos mostram que tanto a construção quanto a operação do edifício principal ocorreram sem autorização ambiental. Foram impostas medidas compensatórias, já que o número de andares excedeu o limite permitido em áreas turísticas de recuperação ambiental.

A empresa Maridt S.A, ligada ao empreendimento, tem endereço registrado em Marília (SP), casa do irmão e cunhada de Toffoli. Cássia Pires Toffoli, esposa de José Eugênio, declarou ao Estadão não ter conhecimento da participação do marido no negócio.

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Relações familiares e questionamentos

  • Embora Dias Toffoli nunca tenha integrado formalmente a sociedade, ele é presença frequente no resort, e passou em 2025 quase metade do ano no local, além de ser tratado por funcionários como dono.
  • O envolvimento da família Toffoli levanta questionamentos sobre sua imparcialidade em processos que envolvem o Banco Master.
  • O pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro (dono do Banco Master), foi o único cotista dos fundos que investiram R$ 20 milhões no resort.
  • Zettel controlava o fundo Leal, cotista do fundo Arleen, responsável pelos pagamentos entre 2021 e 2025 e sócio das empresas do empreendimento.
  • Registros da Junta Comercial do Paraná mostram que o fundo adquiriu metade da participação dos irmãos Toffoli na Tayayá e na DGEP, equivalente a R$ 6,6 milhões.

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Conexão com o Banco Master

  • Dias Toffoli é o relator do processo em que Vorcaro e outros executivos do Banco Master respondem por fraudes bilionárias.
  • O Banco Central determinou a liquidação da instituição em novembro de 2025, após investigação da Polícia Federal sobre emissão de R$ 12 bilhões em títulos falsos durante a Operação Compliance Zero.
  • A Reag Investimentos, responsável pelos fundos usados por Zettel na aquisição de cotas do Tayayá, também está sob investigação.
  • Toffoli assumiu a relatoria do caso após pedido da defesa de Vorcaro, que solicitou a transferência processual da primeira instância diretamente ao STF.

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Outros empreendimentos da família Toffoli

  • Os irmãos José Eugênio e José Carlos, parentes de Dias Toffoli, participaram de outro empreendimento Tayayá em São Pedro (PR), próximo ao Rio Paraná e à divisa com Mato Grosso do Sul.
  • O projeto foi feito em parceria com o apresentador Carlos Alberto Massa (Ratinho).
  • Em fevereiro de 2025, os irmãos venderam sua participação de 18%.
  • O projeto prevê 240 apartamentos e 300 casas, algumas com mais de 300 m².

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Repercussão

A reportagem gerou forte reação entre leitores, que destacaram:

  • Críticas à falta de cumprimento das leis ambientais.
  • Questionamentos sobre imparcialidade de ministros do STF.
  • Comentários sobre a ligação política e empresarial entre Ratinho, seu filho Ratinho Jr. (governador do Paraná) e o projeto Tayayá.

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O caso da “Casa de Toffoli” no Resort Tayayá expõe uma rede de irregularidades ambientais, relações familiares e conexões políticas que envolvem figuras centrais do Judiciário e do setor financeiro. A ausência de licença ambiental, somada às investigações sobre o Banco Master, reforça os questionamentos sobre transparência, imparcialidade e legalidade em empreendimentos ligados a autoridades e seus familiares.

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Lucas Lopes Lopes
Lucas Lopes Lopes
Redator, professor de Inglês e maratonista. Quer saber mais de mim? Pergunte que te conto... e-mail: [email protected]
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