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O episódio envolvendo a liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central (BC) em novembro de 2025, ganhou repercussão internacional. O controlador da instituição, Daniel Vorcaro, pediu à Justiça dos Estados Unidos que não reconheça a medida, alegando que o processo pode ser revertido e citando investigações em andamento no Tribunal de Contas da União (TCU). O caso abre um debate importante sobre a independência do Banco Central e os limites da revisão de suas decisões.

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A ofensiva de Vorcaro nos EUA

  • Vorcaro entrou com pedido no Tribunal de Falências do Sul da Flórida para impedir que credores internacionais executem dívidas com base na liquidação.
  • Ele argumenta que a decisão do BC não é definitiva, já que o TCU abriu inspeção para apurar possíveis irregularidades no processo.
  • A defesa busca mostrar que a liquidação pode ser anulada, o que daria fôlego para contestar cobranças no exterior.

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O papel do TCU

  • O ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso, determinou inspeções e pediu explicações ao Banco Central.
  • Em janeiro de 2026, o TCU suspendeu temporariamente a inspeção durante o recesso, mas o processo segue em análise.
  • A defesa de Vorcaro usa essa investigação como argumento de que a liquidação não é definitiva.

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O contraponto: independência do Banco Central

  • Autonomia legal: Desde 2021, o BC possui independência formal, com mandatos fixos para presidente e diretores, separados do ciclo político.
  • Função regulatória: A liquidação de instituições financeiras é prerrogativa exclusiva do BC, que atua para proteger o sistema financeiro e os depositantes.
  • Limite da revisão: O TCU pode investigar aspectos administrativos, mas não substitui o juízo técnico do BC sobre solvência e riscos sistêmicos.
  • Credibilidade internacional: A independência do BC é essencial para a confiança de investidores e credores. Questionar suas decisões pode gerar insegurança, mas também reforça a necessidade de transparência e prestação de contas e aumentar o risco Brasil.

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Impactos econômicos e políticos

  • Mercado financeiro: A liquidação do Master gerou insegurança entre investidores, já que o banco tinha operações relevantes em crédito e investimentos.
  • Credores internacionais: A decisão da Justiça dos EUA será crucial para definir se ativos do banco fora do Brasil podem ser usados para pagar dívidas.
  • Imagem institucional: O caso expõe fragilidades na supervisão bancária e coloca pressão sobre o Banco Central, que precisa justificar sua decisão diante do TCU comprometendo sua autonomia e independência.

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O caso do Banco Master mostra como decisões de liquidação extrajudicial podem ter repercussões internacionais. A ofensiva de Vorcaro nos EUA, aliada à investigação do TCU, abre espaço questionar a situação do Banco Central, por sua independência e mandato legal, tem autoridade soberana para decidir sobre a saúde das instituições financeiras. O TCU não tem legitimidade para fiscalizar nem mesmo reverter decisão do Banco Central.

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