A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), hoje estimada em 77,7% do Produto Interno Bruto (PIB), deve continuar subindo pelos próximos dez anos, segundo relatório mensal de acompanhamento da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão de monitoramento das contas públicas ligado ao Senado Federal. Pelas projeções da IFI, a dívida bruta deve alcançar 116,3% do PIB em 2034.
Acesse as notícias que enriquecem seu dia em tempo real, do mercado econômico e de investimentos aos temas relevantes do Brasil e do mundo pelo telegram Clique aqui. Se preferir siga-nos no Google News: Clique
SAIBA: Governo Lula acaba com o abono salarial para quem ganha dois salários mínimos
Segundo o relatório, a estabilização da dívida exigiria um superávit primário de 2,4% ao ano. No entanto, especialistas consideram esse número pouco viável no cenário econômico atual. “Em 2024, ficamos longe deste objetivo estratégico. E, nas projeções da IFI, a rota é de agravamento nos próximos dez anos em função do efeito combinado da persistência de déficits primários anuais com juros elevados, resultando em um contínuo aumento da relação dívida/PIB”, diz o documento.
Assim, o que o governo Lula está fazendo hoje será uma “herança maldita no futuro”.
A estimativa para o resultado primário em 2024 está alinhada com as projeções divulgadas pelo ministério da Fazenda, indicando um déficit primário de 0,1%. O resultado oficial será divulgado em fevereiro, pelo Tesouro.
VEJA AINDA: XP vai buscar reforço de caixa de R$ 1,1 bilhão com emissão aós queda forte da ações
Cenário para 2025 Para 2025, a IFI projeta a inflação do país em 4,4%, a Selic em 14,25% ao ano e o crescimento do PIB em 1,9%.
Embora sejam projeções iniciais, a instituição afirma que o resultado dependerá do resultado das medidas de corte de gastos apresentadas pelo governo Lula, que não ocorreu até o momento, e das ações econômicas do governo Trump. “É necessário aguardar a divulgação do comportamento do PIB no último trimestre do ano passado, dimensionar melhor os impactos das ações do novo governo dos EUA, estimar com maior precisão os impactos do pacote de medidas de corte de gastos apresentadas pelo governo, e acompanhar a consolidação do posicionamento da nova diretoria do Banco Central”, diz o relatório.