A dívida pública brasileira atingiu 78,6% do PIB em outubro, aproximando-se da marca de R$ 10 trilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central.
Dívida em trajetória de alta
A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), que engloba União, INSS, Estados e municípios, subiu de 71,7% para 78,6% do PIB desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em valores nominais, o estoque passou de R$ 9,7 trilhões em setembro para R$ 9,9 trilhões em outubro, representando um acréscimo de R$ 872 bilhões apenas em 2025 e de R$ 2,6 trilhões desde janeiro de 2023. Mesmo com recordes de arrecadação de impostos, os gastos de Lula não param de crescer.
Principais fatores da alta
O avanço de 0,6 ponto percentual em outubro foi impulsionado por:
- Gastos com juros da dívida: contribuíram com 0,9 p.p.
- Crescimento do PIB nominal: reduziu 0,3 p.p.
No acumulado do ano, a elevação de 2,1 p.p. decorre de quatro elementos:
- Juros da dívida (7,4 p.p.)
- Reconhecimento de passivos (0,2 p.p.)
- PIB nominal (-0,4 p.p.)
- Valorização do real frente ao dólar (-0,6 p.p.)
Juros em patamar recorde
O setor público consolidado gastou R$ 113,9 bilhões em outubro com juros da dívida, acima dos R$ 111,6 bilhões registrados no mesmo mês de 2024. Em 12 meses, a despesa chegou a R$ 987,2 bilhões, equivalente a 7,88% do PIB, o maior valor nominal da série histórica. Há um ano, esse percentual era de 7,48%.
Acesse as notícias que enriquecem seu dia em tempo real, do mercado econômico e de investimentos aos temas relevantes do Brasil e do mundo faça parte da lista Vip Clique aqui. Se preferir siga-nos no Google News. Nosso canal no Whatsapp
Déficit nominal
O resultado nominal, que inclui os gastos com juros, registrou déficit de R$ 81,5 bilhões em outubro. No acumulado de 12 meses, o saldo negativo alcançou R$ 1,018 trilhão, ou 8,15% do PIB.
VEJA:Dono do Banco Master e executivos são liberados da prisão
Contexto político e econômico
O aumento da dívida ocorre em meio às discussões sobre o novo arcabouço fiscal e os desafios do governo em equilibrar gastos sociais e investimentos com a necessidade de conter o endividamento. A trajetória ascendente reforça preocupações de analistas sobre a sustentabilidade das contas públicas e pressiona o debate sobre reformas estruturais e medidas de ajuste.
Em síntese, o Brasil chega ao fim de 2025 com uma dívida pública próxima de R$ 10 trilhões, juros em patamar recorde e déficit elevado, cenário que intensifica os desafios econômicos para os próximos anos.




















