Após o forte recuo da véspera, o dólar disparou ante o real nesta sexta-feira, para acima dos R$ 5,80 novamente, acompanhando o avanço da moeda norte-americana no exterior após a China anunciar retaliação ao tarifaço dos EUA, aumentando a guerra comercial e a perspectiva de desaceleração da economia global.
A moeda teve sua maior alta diária desde 22 de abril de 2022. Na ocasião, o dólar subiu 4,04%.
Na frente dados, o mercado de trabalho dos Estados Unidos abriu 228 mil postos de trabalho em março, de acordo com os dados do relatório de emprego conhecido como
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Qual é a cotação do dólar ?
O dólar à vista fechou em alta de 3,72%, aos R$5,8382. Apenas nesta sexta, a moeda subiu 21 centavos de real.
Na semana, a divisa dos EUA acumulou alta de 1,31%. No ano, porém, a queda acumulada é de 5,52%.
Às 17h09 na B3 o dólar para abril — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 3,58%, aos R$5,8645.
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Dólar comercial
Compra: R$ 5,838
Venda: R$ 5,838
Dólar turismo
Compra: R$ 5,812
Venda: R$ 5,992
O que aconteceu com o dólar hoje?
Depois de fechar na menor cotação de 2025 na véspera, a divisa americana abriu em alta perante a moeda brasileira, enquanto traders estavam preocupados com uma possível recessão em função da aplicação de tarifas pelo governo Trump.
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Trump anunciou na quarta-feira que aplicará uma tarifa de pelo menos 10% a todos os exportadores para os EUA, com taxas ainda maiores sobre cerca de 60 nações para combater grandes desequilíbrios comerciais com os EUA. Em resposta, o Canadá disse que combaterá as tarifas com contramedidas, enquanto a China e a UE também prometeram retaliar.
A China anunciou que vai impor tarifas de 34% a todos os bens importados dos Estados Unidos, em resposta ao tarifaço anunciado pelo governo Trump nesta semana.
Nesse cenário, o mercado adiantou a previsão para o início dos cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) neste ano, após a retaliação chinesa às tarifas americanas e passou a precificar redução uma acumulada de 125 pontos-base (pb) ou mais como probabilidade majoritária até dezembro, segundo ferramenta de monitoramento do CME Group.
Os juros futuros recuam na esteira dos retorno dos Treasuries, por possível antecipação de corte de juros nos EUA como consequências da escalada da guerra comercial deflagrada pelo presidente americano Donald Trump.
As tarifas recíprocas adotadas pela Casa Branca podem reduzir o PIB global entre 0,5% e 0,7% este ano e causar um “choque estagflacionário” nos EUA, elevando a inflação em 1,5 ponto porcentual e fazendo o PIB cair de 1% a 1,5% em 2025, calcula o Bank of America.
Na agenda interna, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou deflação de 0,50% em março, após uma alta de 1,00% em fevereiro, de acordo com a FGV. O resultado ficou próximo da estimativa mediana de queda de 0,52% na pesquisa Projeções Broadcast.