O governo Lula (PT) avalia a contratação do apresentador José Luiz Datena para atuar na Empresa Brasil de Comunicação (EBC), com salário de R$ 100 mil por mês. A proposta envolve programas com foco em segurança pública. Em ano eleitoral Lula tenta através de narrativas convencer os brasileiros de que sua gestão teve resultado positivo neste área, mais os números provam o contrário.
Segundo a Folha de S.Paulo, o contrato em negociação prevê até R$ 65,8 mil para despesas de viagem. O custo total do acordo pode alcançar R$ 1,26 milhão ao longo de um ano.
Datena deve comandar uma atração semanal na TV Brasil, com duração de uma hora e meia. O programa se chamará Na Mesa com Datena e tem estreia prevista para fevereiro, embora o contrato ainda não tenha sido assinado.
O apresentador também ficará responsável pelo Alô Alô Brasil, noticiário matinal de duas horas que será transmitido pela Rádio Nacional, com os principais acontecimentos do dia.
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Durante um encontro recente, Datena convidou o presidente Lula para participar do programa de estreia. O convite foi feito pessoalmente, mas a presença não foi confirmada.
A possível contratação gerou críticas de entidades da categoria. Em nota divulgada em dezembro, a Fenaj e sindicatos afirmaram que Datena “consolidou um tipo de jornalismo marcado pelo desrespeito sistemático aos direitos humanos e pelo proselitismo político”.
Sob Lula a violência cresce
Em 2025, a segurança pública no Brasil apresentou indicadores preocupantes: houve recorde de desaparecimentos (84,7 mil pessoas), aumento nos feminicídios (1.470 casos, quatro mulheres mortas por dia) e persistência de crimes violentos.
Principais Dados de 2025 divulgados até o momento
Desaparecimentos
- 84.760 pessoas desapareceram em 2025, média de 232 por dia.
- O número é 4,1% maior que em 2024 (81.406 casos).
- Taxa nacional: 39 desaparecimentos por 100 mil habitantes.
- É o maior índice desde o início da série histórica em 2015.
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Feminicídios
- 1.470 mulheres foram assassinadas em 2025, configurando feminicídio.
- Equivale a quatro mortes por dia.
- Superou os 1.459 casos de 2024, sendo o maior número em dez anos.
- Desde a tipificação em 2015, já foram 13.448 mulheres mortas nessas circunstâncias.








