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Empresários do varejo e seus representantes criticaram nesta 6ª feira (7.jun.2024) a MP (Medida Provisória) 1.227 de 2024, que muda a compensação de créditos do PIS/Cofins. Em reunião no Fórum Anual do Grupo Esfera, representantes do setor produtivo chamaram a medida de “pedalada“.

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“Achar que essa MP vai resolver a desoneração da folha é uma fantasia de proporções épicas. O governo foi muito infeliz. O STF disse que precisa de nova fonte de custeio [para desonerar 17 setores da economia]. O governo não criou nova fonte, fez uma operação de caixa, um empréstimo-ponte. Isso é uma pedalada. Ela não gera nova fonte. Só atrasa devolução do crédito aos contribuintes“, disse o advogado Luiz Bichara, que defende empresas do setor.

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Rafael Salles, CEO da Allos, grupo que gere mais de 7.000 lojas, disse que o setor está atento às movimentações do governo. E que a soma de indefinição com relação à reforma tributária e a MP tendem a atrasar investimentos.

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O senador Angelo Coronel (PSD-BA) disse ser necessário um freio de arrumação na evolução das mudanças legais propostas pelo governo. “Não podemos matar o varejo e fortalecer as chinesas. Quem empregará os funcionários das pequenas e médias empresas de varejo? Agora vamos exportar funcionários“, disse com ironia.

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Segundo o senador, a tendência é que a regulamentação da reforma tributária, chamada de prioridade pelo governo, deve ficar para 2025, mesmo que os grupos de trabalho montados pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), entreguem o relatório até julho, como proposto.

“Esse ano não aprova nada no Congresso Nacional. Tem muitos problemas para serem costurados e pouco tempo no horizonte“, disse.

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Esta é a 3ª edição do Fórum Anual do Grupo Esfera, vinculado ao Banco Santander. O grupo foi fundado em 2021 pelo empresário João Camargo, atual chairman da CNN Brasil. A CEO é Camila Funaro Camargo, sua filha. Ela organizou a 1ª edição, em novembro de 2022, a 2ª, em agosto de 2023, e a 3ª, em junho de 2024.

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