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Essa compra reflete os planos ambiciosos de Maurício Quadrado após sua saída recente como sócio majoritário do Banco Master, com algumas passagens polêmicas no mundo financeiro. Ele busca consolidar seu novo conglomerado financeiro com um modelo diversificado que inclui várias linhas de negócios bancários avançados.

O Banco Master foi um dos patrocinadores do “1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias”, realizado em Londres em abril de 2024. Esse evento contou com a participação de ministros do STF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O Banco que tem processos nas cortes também patrocinou evento da Líde Brasil que custeou participação dos ministros do STF, em 2022.

Com a capitalização, o patrimônio líquido do Digimais alcançará R$ 2 bilhões. A instituição tem cerca de 100 mil clientes e R$ 9,1 bilhões em ativos, com operações concentradas em crédito consignado e financiamento de veículos.

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O assinou em janeiro a compra do Banco Digimais, controlado pela BA Empreendimentos e Participações, de Edir Macedo. O negócio, que depende de aprovação do Banco Central (BC), prevê aporte de R$ 800 milhões. As informações são da Folha de S. Paulo.

A aquisição amplia o portfólio do grupo BlueBank, que já possui uma corretora, uma gestora de recursos e o Letsbank, banco em processo de aprovação pelo BC. O Digimais terá sede no edifício Birmann 32, conhecido como “prédio da Baleia”, na avenida Faria Lima, em São Paulo, onde funcionam as demais empresas do grupo.

Em 2021, tornou-se sócio do Banco Master, onde permaneceu até setembro de 2024. Após vender sua participação, estimada entre 20% e 30%, dedicou-se à expansão do BlueBank.

Quadrado iniciou sua carreira no mercado financeiro no Bradesco, onde dirigiu a área de mercado de capitais. Coordenou a primeira listagem de uma empresa brasileira na Bolsa de Nova York, a Aracruz Papel e Celulose, por meio de recibos de depósito de ações.

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O executivo participou do processo de privatizações durante o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), com destaque para a desestatização da Vale. Entre 2007 e 2020, foi acionista e diretor da corretora Planner.

A negociação da Digimais por Maurício Quadrado

  • Valor da Transação: Embora o valor exato da transação não tenha sido divulgado, Maurício Quadrado comprometeu-se a injetar R$ 800 milhões para capitalizar o banco.
  • Proprietário Anterior: O Banco Digimais era controlado pela BA Empreendimentos e Participações, uma holding ligada ao bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da TV Record.
  • Objetivo: A aquisição visa expandir o portfólio do conglomerado financeiro BlueBank, liderado por Quadrado. O BlueBank já inclui uma corretora, uma gestora de recursos e está em processo de aprovação para transformar o Letsbank em parte integral do grupo.

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As acusações mais graves contra Maurício Quadrado no setor financeiro incluem:

  • Oferecimento de Propina: Foi acusado em delação premiada por oferecer propina de R$ 8 milhões para utilizar recursos do FI FGTS para a empresa Rede Energia, conforme um parecer da Caixa Asset.
  • Modelo de Negócios Questionável: O Banco Master, do qual ele é sócio, tem um modelo de negócios considerado “de difícil compreensão” e com “alto risco de solvência”, segundo a Caixa Asset. Além disso, o banco está envolvido em operações complexas com empresas em recuperação judicial ou altamente endividadas.
  • Irregularidades na CVM: Foram identificados processos junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) relacionados a manipulação de preços e irregularidades na distribuição de produtos financeiros.
  • Essas acusações refletem preocupações significativas sobre práticas comerciais questionáveis e potenciais violações legais no setor financeiro brasileiro.
  • Além disso, há menção a uma situação não diretamente ligada ao Maurício Quadrado mencionado nos resultados fornecidos: Enivaldo Quadrado foi suspeito no caso do mensalão por usar sua empresa para repassar dinheiro ilícito às lideranças do PP. No entanto, isso parece se referir a uma pessoa diferente.

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Impacto no Mercado

  • Patrimônio Líquido: Com a injeção de capital, o patrimônio líquido do Digimais deve alcançar R$ 2 bilhões.
  • Clientes e Ativos: O banco possui cerca de 100 mil clientes e ativos avaliados em R$ 9,1 bilhões. Suas operações são concentradas principalmente em crédito consignado e financiamento de veículos.

Essa compra também reflete os planos ambiciosos de Maurício Quadrado após sua saída recente como sócio majoritário do Banco Master. Ele busca consolidar seu novo conglomerado financeiro com um modelo diversificado que inclui várias linhas de negócios bancários avançados.

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