A dona das marcas Jeep e Fiat vive um dos momentos mais turbulentos de sua história. A Stellantis anunciou um prejuízo líquido em 2025, além da suspensão dos dividendos para 2026 — decisão que derrubou suas ações em mais de 24% na Bolsa de Nova York, cotadas a apenas US$ 7,20.
O que aconteceu?
- Custos de 22,2 bilhões de euros (R$ 137,3 bilhões) em reestruturação.
- Pressão dos investidores após resultados decepcionantes.
- Mudança de estratégia: foco em veículos elétricos será ajustado ao ritmo da demanda, não mais imposto pela empresa.
- A Stellantis está programada para publicar seus resultados completos de 2025 em 26 de fevereiro.
Segundo o CEO Antonio Filosa, os erros vieram de uma superestimação da transição energética e de uma execução operacional falha. Agora, a nova gestão promete “limpeza decisiva” e foco em resultados.
O que esperar para 2026?
- Aumento da receita líquida e da margem operacional ajustada.
- Emissão de até 5 bilhões de euros em títulos híbridos para reforçar o caixa.
- Venda da participação na NextStar Energy, joint venture com a LG Energy Solution no Canadá.
- Estratégia de longo prazo será divulgada em maio, com 2026 marcado como o “ano da execução”.
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O desafio dos elétricos
A Stellantis havia prometido que 100% das vendas na Europa e 50% nos EUA seriam de veículos elétricos até 2030. Mas a realidade mostrou-se dura:
- Concorrência acirrada de montadoras chinesas.
- Queda nas vendas nos EUA.
- Questionamentos sobre a atratividade dos modelos da marca.
Analistas do UBS afirmam que, apesar da “magnitude do desastre”, os fundamentos regionais ainda tornam a ação potencialmente atraente para investidores de longo prazo.
Além disso, lançou 10 novos produtos, cancelou produtos que não poderiam gerar lucro em escala e reestruturou as capacidades globais de manufatura e gestão de qualidade.
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Sob a campanha de investimentos dos EUA, a Stellantis afirmou que adicionará cinco mil empregos à sua força de trabalho norte-americana.
Porém, isso pode não ser o suficiente para a Stellantis sair da estrada esburacada. Russ Mould, diretor de investimentos da AJ Bell, avalia que, embora a empresa tenha feito uma “aposta mal calculada” em veículos elétricos, o argumento de que compradores não querem esses produtos não está colando muito.
O que isso significa para você?
- Investidores: atenção redobrada. O papel pode oferecer oportunidade de entrada, mas exige cautela diante da volatilidade.
- Mercado automotivo: a Stellantis precisa provar que consegue competir no setor elétrico sem perder relevância.
- Consumidores: mais lançamentos virão, mas a estratégia será guiada pela demanda real.








