Governo apreende R$ 64 milhões da fraude da “rainha das criptomoedas”, que permanece desaparecida

INVESTIDORES BRASIL
Publicidade

Autoridades do Reino Unido anunciaram recentemente a apreensão de cerca de 9 milhões de libras — valor equivalente a aproximadamente R$ 64 milhões — ligado ao esquema da OneCoin, considerada uma das maiores fraudes financeiras do século 21.

SAIBA: Resort com jogos de azar e relação com Banco Master trata Toffoli do STF como “dono”: o que está por trás do Tayayá

Na prática, trata-se de apenas uma pequena parte dos recursos desviados. Estimativas indicam que o golpe tenha movimentado mais de US$ 4 bilhões. Ainda assim, a recuperação dos valores foi suficiente para recolocar o caso no centro das atenções.

Até o momento ninguém sabe se ela está escondida ou morta
Apontada como a líder da fraude, a búlgara Ruja Ignatova permanece desaparecida — e não há confirmação oficial se ela está viva ou morta. Conhecida como a “rainha das criptomoedas”, Ruja construiu uma fortuna ao vender a promessa de um “novo bitcoin”. O detalhe crucial: a moeda nunca existiu.

NDA: Com assinatura de mais de 150 parlamentares denúncia sobre condições da prisão de Bolsonaro chega a OEA, com pedido de prisão domiciliar

Acesse as notícias que enriquecem seu dia em tempo real, do mercado econômico e de investimentos aos temas relevantes do Brasil e do mundo faça parte da lista Vip Clique aqui. 

SAIBA: C6 Bank desaparece com dinheiro dos correntistas e investimentos, além de cancelar contas sem aviso: clientes denunciam abusos e risco financeiro

Onde estavam os R$ 64 milhões da “rainha cripto”
A apreensão dos cerca de R$ 64 milhões vinculados à OneCoin não ocorreu por acaso. Ela é resultado de anos de rastreamento financeiro internacional sobre ativos que continuaram em circulação mesmo após o desaparecimento de Ruja Ignatova, em 2017.

As autoridades não especificaram quais ativos digitais estavam envolvidos, mas estimaram o valor em pouco menos de £ 9 milhões, segundo reportagem publicada nesta semana pelo Guernsey Press, jornal oficial do território, com base em processos no Tribunal Real.

De acordo com os relatos, os recursos estavam depositados em uma conta do RBS International em Guernsey, em nome da empresa Aquitaine Group Limited.

LEIA: Fundo de irmãos de Toffoli transfere R$ 34 milhões para offshore em paraíso fiscal

A ascensão da “rainha cripto”
Nascida na Bulgária e formada em universidades de elite, Ruja Ignatova reunia exatamente o perfil que costuma atrair investidores: discurso técnico, currículo sólido e carisma em apresentações públicas. Em 2014, lançou a OneCoin, divulgada como uma revolução no sistema financeiro global.

Em eventos cheios, realizados em hotéis de luxo e grandes centros de convenções, Ruja surgia com vestidos longos, falas ensaiadas e promessas ambiciosas. A mensagem era direta e sedutora: quem entrasse primeiro enriqueceria.

O golpe: criptomoeda sem blockchain
Ao contrário do bitcoin e de outras criptomoedas legítimas, a OneCoin não possuía blockchain público, mineração independente nem base tecnológica verificável.

Estimativas indicam que o esquema tenha movimentado mais de US$ 4 bilhões em diversos países, afetando vítimas na Europa, Ásia, África e América Latina. Enquanto o cerco se fechava, Ruja desaparecia.

AINDA: Gasto público de Lula ultrapassa R$300 bilhões em apenas 20 dias de 2026

O desaparecimento de Ruja

Em outubro de 2017, Ruja Ignatova embarcou em um voo de Sófia para Atenas. O avião pousou — ela nunca mais foi vista. Desde então, surgiram teorias que vão do plausível ao quase cinematográfico: cirurgia plástica, proteção de organizações criminosas, assassinato encomendado ou uma nova vida sob identidade falsa.

O FBI incluiu seu nome na lista dos mais procurados, oferecendo uma recompensa milionária por informações que levem à sua captura.

SAIBA: Família Vorcaro do Banco Master envolvida em fraude de créditos de carbono bilionários na Amazônia

Julgamento de outros réus

Em 20 de outubro de 2025, começou em Córdoba, Argentina, o julgamento oral e público contra 13 réus por supostos golpes relacionados à falsa criptomoeda OneCoin.

O processo busca determinar se os réus foram autores da fraude a investidores locais ou se também foram vítimas da rede internacional liderada pela búlgara Ruja Ignatova, conhecida como a “Rainha Cripto”, uma fugitiva desde 2017 e procurada pelo sistema judiciário dos Estados Unidos.

SAIBA: Mastercard assume controle de parte do Banco Estatal BRB e da…

A acusação ficou a cargo do promotor de Crimes Complexos Enrique Gavier e do deputado Fernando López Villagra. Ambos conseguiram unificar os dois arquivos em andamento: um por associação ilícita e outro por fraude repetida.

Entre os acusados estão Eduardo Taylor, o único detido até agora, assim como Ariel Morassut, Edgar Moreno, Mónica Blasco, Mariana e Andrés López, Manuel Peralta Guevara, Ricardo Beretta, Adolfo Amuchástegui, Daniel Cornaglia, Nancy Díaz, Aldo Leguizamón e Hernán Pizarro; que já cumpriram vários anos de detenção preventiva até serem liberados sob fiança de $250.000 cada em dezembro de 2024.

Receba conteúdo exclusivo sobre os temas de seu interesse! Confirme em sua caixa de e-mail sua inscrição para não perder nada

Publicidade
Regiane Alves
Regiane Alveshttp://www.investidoresbrasil.com.br
Jornalista com formação em Ciências Contábeis e especialização em Mercado Financeiro e Fotografia. Especialista em Criptomoedas e Blockchain pela Universidade de Nicósia Apaixonada por esportes, especialmente corrida. Artes e viagens precisam estar no "cardápio", juntamente com pessoas positivas.
spot_img

Últimas

Publicidade

RELACIONADOS

PUBLICIDADE