Em editorial publicado nesta quinta-feira, 3, o jornal O Estado de S. Paulo fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela forma como o governo vem lidando com o crescente desequilíbrio nas contas externas do país. O jornal acusou o petista de minimizar a gravidade do problema e de manter uma postura fiscal irresponsável, mesmo diante de um cenário global instável e de sinais internos de superaquecimento econômico.
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Segundo o Estadão, a estratégia do governo tem sido destacar indicadores pontuais, como o aumento dos Investimentos Diretos no País (IDP), enquanto ignora o avanço preocupante do déficit em transações correntes. O jornal afirma que a administração Lula tenta construir uma narrativa positiva, mas descolada da realidade econômica.
“Como de praxe, a gestão Lula da Silva dá ênfase extrema a questões que, embora potencialmente positivas, como a melhora das exportações na esteira da super safra deste ano, não deveriam servir de desculpa para justificar o pendor por gastos do governo”, disse o jornal.
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Risco cambial sob o governo Lula
O editorial também alerta para os riscos dessa política e destaca que o cenário externo desfavorável, somado à fragilidade das contas externas e aos juros elevados no Brasil, compromete a confiança dos investidores e pode gerar uma nova onda de instabilidade cambial.
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“Por mais que se torturem os números para deles extrair uma narrativa mais conveniente para o governo Lula, incerteza global elevada, contas externas estressadas e juros domésticos de dois dígitos não compõem um quadro satisfatório”, escreveu o Estadão. “Se o governo preferir negar a realidade dos números das contas externas, a taxa de câmbio, que tanto assustou no final do ano, voltará a aterrorizar o país.”