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O jornal O Estado de S. Paulo publicou nesta segunda-feira 5, um editorial incisivo sobre Fernando Haddad, ministro da Fazenda, afirmando que ele “nunca deixará de ser um petista”. A crítica vai além da política partidária e aponta falhas estruturais na condução da economia, reforçando a percepção de que Haddad encerra seu mandato sem deixar um legado de responsabilidade fiscal e sem conseguir se diferenciar politicamente de Lula.

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Segundo o jornal ele buscou ampliar a arrecadação de impostos sustentar a ampliação de gastos sem qualquer compromisso real com equilíbrio das contas publicas.

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Principais críticas do editorial

  • Ausência de responsabilidade fiscal: Haddad buscou ampliar a arrecadação de impostos para sustentar o aumento de gastos, sem compromisso real com o equilíbrio das contas públicas.
  • Submissão política: Segundo o Estadão, o ministro não teve capacidade de impor limites a Lula, como Antonio Palocci fez no passado.
  • Arcabouço fiscal sem credibilidade: O jornal considera a regra fiscal uma construção frágil, resultado de três anos em que Haddad tentou “dourar a pílula” do déficit, enquanto Lula publicamente desautorizava qualquer esforço de austeridade.
  • Desprezo por fundamentos macroeconômicos: O editorial cita falas de Lula como exemplo, incluindo: “não tem câmbio, não tem macroeconomia: se tiver dinheiro na mão do povo, está resolvido o nosso problema”.

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Reformas e medidas

  • Reforma tributária sobre o consumo: Reconhecida como mérito do secretário Bernard Appy, não de Haddad.
  • Imposto de renda: Haddad não avançou na reforma e participou de forma considerada “constrangedora” no anúncio da isenção para quem ganha até R$ 5 mil, medida vista como eleitoreira.

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Resultados econômicos

  • Grau de investimento: O país não recuperou o selo de bom pagador, na gestão de Haddad algo prometido e feito o inverso.
  • Trajetória da dívida: Ascendente, com projeção de crescimento de 10% até o fim do atual mandato.
  • Legado comprometido: Para o Estadão, insistir no atual arcabouço fiscal sem ajustes e culpar governos anteriores pela situação representa um desvio da realidade.

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Impacto político e econômico

  • Credibilidade no mercado: A falta de austeridade gera desconfiança entre investidores.
  • Imagem pública: Haddad permanece atrelado ao PT e à figura de Lula, sem se consolidar como gestor independente.
  • Debate institucional: O editorial reforça o papel da imprensa em questionar a coerência entre discurso e prática na política econômica.

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O editorial do Estadão sobre Fernando Haddad expõe não apenas divergências políticas, mas também fragilidades na condução da economia brasileira. Ao destacar a ausência de responsabilidade fiscal, a submissão ao presidente Lula e a falta de avanços estruturais, o jornal sugere que o ministro deixa a pasta sem um legado sólido.

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