O jornalista José Trajano, de 79 anos, foi vítima de um golpe bancário em fevereiro de 2025. Após o roubo do celular de sua enteada, onde estavam cadastrados seus aplicativos bancários, criminosos realizaram diversas transferências via Pix e resgates de investimentos, totalizando R$ 34.799,99.
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Trajano acionou a Justiça e, em primeira instância, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou que o Bradesco devolvesse o valor perdido e pagasse R$ 5 mil de indenização por danos morais. O banco ainda pode recorrer da decisão.
Argumentos da defesa
- Advogados de Trajano: sustentaram que houve falha na segurança do banco, permitindo movimentações totalmente fora do perfil de um correntista idoso.
- Bradesco: alegou que as transações foram feitas com dispositivo móvel e senhas pessoais, o que caracterizaria culpa exclusiva da vítima ou de terceiros.
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Reflexos para o setor bancário
- Segurança digital em xeque: o caso expõe vulnerabilidades nos sistemas de autenticação bancária, especialmente quando há roubo de dispositivos móveis.
- Responsabilidade das instituições: cresce a discussão sobre até onde vai a obrigação dos bancos em proteger clientes contra golpes digitais.
- Consumidores idosos: são mais vulneráveis, pois muitas vezes dependem de familiares para operar aplicativos bancários. E as instituições financeiras na maioria dos casos não lhes oferece o suporte devido por lei.
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Impacto para clientes e mercado
- Confiança abalada: episódios como esse reduzem a credibilidade das instituições financeiras.
- Judicialização crescente: cada vez mais clientes recorrem à Justiça para reaver valores perdidos em golpes.
- Pressão regulatória: casos de grande repercussão podem acelerar novas exigências de segurança impostas pelo Banco Central e pela Febraban.
O episódio de José Trajano mostra que segurança digital não é apenas tecnologia, mas também responsabilidade institucional.
- Bancos precisam investir em monitoramento de transações atípicas e em protocolos de proteção avançados. Afinal a tecnologia tem reduzido drasticamente os custos com instalações físicas e pessoal, mas não tem deixado a vida de idosos mais fácil, justo no momento em que eles mais precisam, bancos e outras instituições tem transformado tarefas simples como pagar uma conta em um martírio.
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O caso Trajano contra o Bradesco é um alerta para todo o setor financeiro: a confiança do cliente depende da capacidade dos bancos de protegê-lo contra golpes digitais.
Enquanto a decisão judicial não é definitiva, o episódio já serve como exemplo da importância de reforçar a segurança e da necessidade de maior atenção às movimentações fora do perfil dos correntistas.








