Durante um encontro do Partido dos Trabalhadores (PT) realizado em Salvador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou seu apoio aos governo ditador de Cuba e Maduro da Venezuela, destacando que ambos enfrentam bloqueios e pressões internacionais, mas continuam sendo símbolos de resistência política na América Latina.
O discurso
Lula ressaltou que Cuba e Venezuela são alvo de críticas e sanções externas, mas que, na visão dele, merecem solidariedade por sua luta contra o que chamou de injustiças impostas por potências estrangeiras. O presidente defendeu que o Brasil deve manter relações próximas e apoiar esses países em nome da integração regional.
— Nosso país é solidário ao povo cubano, que é vítima de um massacre de especulação dos Estados Unidos contra eles e nós temos que encontrar, enquanto partido, um jeito de ajudar. Temos de dizer, em alto e bom som, que o problema da Venezuela tem que ser resolvido pelo povo da Venezuela e não pelos Estados Unidos ou pelo Trump — disse Lula.
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O presidente fazia referência à deposição do ditador venezuelano Nicolás Maduro, que em 3 de janeiro foi capturado junto da esposa, Cilia Flores, em uma operação militar americana em Caracas. O casal agora está preso em Nova York, onde responde à Justiça dos Estados Unidos por suposto envolvimento com o narcotráfico. Desde então, os EUA apoiam o governo da vice de Maduro, Delcy Rodríguez. Mais recentemente, no entanto, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que Delcy Rodríguez “pode ter o mesmo destino” de Maduro se não colaborar com os EUA.
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Lula não mencionou o sofrimento do povo cubano e venezuelano submetidos aos ditadores que ele defendeu.
A Venezuela enviou seu embaixador no Brasil ao evento do PT em Salvador, assim como a China e a Bielorrússia.
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Lula também agradeceu a presença do embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, no evento do PT, e disse a ele que há um movimento dos EUA para restringir o acesso chinês a terras raras e minerais críticos.
Reações políticas
A fala gerou repercussão imediata:
- Oposição: criticou o posicionamento, afirmando que o Brasil se aproxima de regimes autoritários e prejudica sua imagem internacional.
- Aliados: consideraram a defesa coerente com a trajetória histórica do PT e com a busca por uma América Latina mais unida.
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Impactos possíveis
O discurso pode ter reflexos em diferentes áreas:
- Diplomacia: reforça a linha ideológica autoritária da política externa brasileira.
- Economia: investidores acompanham com cautela, avaliando riscos de aproximação com países em crise.
- Imagem internacional: o Brasil pode enfrentar questionamentos em fóruns globais sobre sua posição em relação à democracia e direitos humanos.








