O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs ao presidente Lula (PT) um desafio de aceitar o convite para que o Brasil integre um “Conselho de Paz em Gaza”. O chamado norte-americano já aceito por países como a Argentina e o Paraguai deve confrontar o fato de o presidente brasileiro ter resistido em condenar os atos terroristas do Hamas contra Israel. O ataque de 7 de outubro de 2023 foi o estopim para a guerra deflagrada depois de terroristas palestinos invadirem o território israelense sequestraram e mataram 1,2 mil pessoas.
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O convite de Trump espera uma resposta desde a última sexta-feira (16). Mas o dilema de Lula é diplomático e eleitoral, já que terá possíveis impactos ideológicos em sua militância do Partido dos Trabalhadores (PT), que apoia abertamente o Hamas. Além disso, a aceitação deve contrariar a posição tradicional do Brasil em defesa da mediação de conflitos por meio do multilateralismo e da Organização das Nações Unidas (ONU).
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Além disso, Lula chegou a ser declarado persona non grata em Israel, pela postura do petista em defesa dos palestinos, sem condenar o terrorismo do Hamas, em fevereiro de 2024. Na ocasião, Israel foi enérgico, porque Lula chegou a comparar a reação israelense com mortes de terroristas e civis na Faixa de Gaza ao horroroso Holocausto nazista contra judeus, na 2ª Guerra Mundial.
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Lula ainda foi submetido a uma vexatória reprimenda pública do governo de Benjamin Netanyahu, que levou o embaixador brasileiro em Tel Aviv, Frederico Meyer, para receber a advertência, em hebraico, do ministro israelense de Relações Exteriores, Israel Katz, em pleno Museu do Holocausto. O israelense disse que Lula “cuspiu nos judeus brasileiros”, com a comparação.
Em 12 de outubro de 2023, o Ministério das Relações Exteriores divulgou nota explicando que o governo de Lula não classificou o Hamas como “terrorista”, porque o Brasil seguiria determinações do Conselho de Segurança da ONU, que não classificava o grupo entre os que praticam terrorismo.
Em agosto, sobreviventes do genocídio a judeus apelaram para que o presidente Lula parasse de incentivar a praga do antissemitismo no Brasil.








