O mercado financeiro revisou para cima a projeção de déficit primário do Governo Central em 2026, passando de R$ 72,1 bilhões para R$ 72,4 bilhões, segundo o relatório Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda de Lula. A meta oficial, no entanto, é de superávit de R$ 34 bilhões, o que evidencia um descompasso entre expectativas e objetivos fiscais.
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O relatório Prisma Fiscal, divulgado mensalmente pelo Ministério da Fazenda, trouxe em janeiro de 2026 uma revisão importante nas expectativas do mercado para as contas públicas. A mediana das projeções dos agentes financeiros aponta agora para um déficit primário de R$ 72,4 bilhões, contra R$ 72,1 bilhões estimados em dezembro de 2025.
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DÍVIDA PÚBLICA Os agentes financeiros mantiveram em 83,70% a projeção para a DBGG (Dívida Pública do Governo Geral), que estava em 79% do PIB em novembro, último dado disponível. Os economistas também não fizeram mudanças na mediana das projeções para o endividamento em 2027, que ficou em 87% do PIB.
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Meta fiscal oficial
- Meta de 2026: superávit primário de R$ 34 bilhões, equivalente a 0,25% do PIB.
- Orçamento aprovado: prevê saldo positivo de R$ 34,5 bilhões.
- Diferença: enquanto o governo projeta resultado positivo, o mercado estima um rombo significativo.
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Dívida pública
- A projeção para a Dívida Bruta do Governo Geral em 2026 foi mantida em 83,7% do PIB.
- Para 2027, a expectativa é de alta, chegando a 87% do PIB.
- A meta de resultado primário não considera os gastos com os juros da dívida pública. Os agentes do mercado financeiro reduziram de R$ 1,09 trilhão para R$ 1,040 trilhão a estimativa de deficit nominal –quando são incluídas na conta as despesas com os juros.
Comparativo histórico
- Em dezembro de 2025, o déficit projetado era de R$ 72,1 bilhões.
- A revisão para janeiro de 2026 adicionou R$ 300 milhões ao rombo esperado.
- Para 2027, houve melhora: projeção caiu de R$ 54,9 bilhões para R$ 51,9 bilhões.
O que é o Prisma Fiscal?
O Prisma Fiscal é um relatório mensal elaborado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. Ele reúne as expectativas de mercado sobre:
- Resultado primário do Governo Central.
- Dívida pública.
- Receitas e despesas.
- Cenário fiscal de médio prazo.
A coleta das informações é feita até o 5º dia útil de cada mês, consolidando a visão dos principais agentes financeiros.
Impacto das projeções
- Descompasso entre mercado e governo: enquanto o governo mantém meta de superávit, o mercado prevê déficit.
- Credibilidade fiscal: revisões negativas podem afetar a confiança de investidores e a percepção de risco.
- Planejamento econômico: projeções de déficit maiores exigem ajustes em políticas de arrecadação e gastos.
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A piora na projeção do déficit primário para R$ 72,4 bilhões em 2026 reforça os desafios fiscais do Brasil. Apesar da meta oficial de superávit, o mercado sinaliza dificuldades para alcançá-la, especialmente diante do crescimento da dívida pública com Lula. O relatório Prisma Fiscal se consolida como um termômetro essencial para acompanhar o equilíbrio das contas públicas e a sustentabilidade da política econômica.







