A Meta anunciou o corte de 10% dos empregos na divisão Reality Labs, responsável por realidade virtual e metaverso, em meio a prejuízos bilionários e à decisão de Mark Zuckerberg de redirecionar recursos para projetos de inteligência artificial.
A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, segue ajustando sua estratégia de longo prazo. A empresa decidiu reduzir em 10% o quadro de funcionários da Reality Labs, divisão dedicada ao desenvolvimento de headsets de realidade virtual, óculos inteligentes e produtos ligados ao metaverso.
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A medida reflete a tentativa de equilibrar investimentos entre projetos que ainda não geram receita significativa — como o metaverso — e novas frentes de inteligência artificial (IA), que têm atraído maior atenção do mercado e dos investidores.
Prejuízos e cortes
- A Reality Labs acumula perdas bilionárias por trimestre nos últimos anos.
- Em dezembro de 2025, executivos discutiram cortes de até 30% no orçamento do grupo de metaverso.
- A divisão conta com cerca de 15 mil funcionários, e os cortes devem afetar milhares de postos de trabalho.
- O New York Times já havia antecipado os planos de demissão para janeiro de 2026.
Redirecionamento para IA
Mark Zuckerberg pediu aos executivos que buscassem reduções de orçamento na área de realidade virtual e metaverso, para liberar recursos destinados a:
- Óculos com inteligência artificial.
- Dispositivos vestíveis inteligentes.
- Infraestrutura de data centers voltada para IA.
A contratação de Dina Powell McCormick, ex-assessora de Donald Trump, para liderar a expansão da infraestrutura de IA, reforça o movimento estratégico da empresa.
Impactos no mercado
- O corte sinaliza que a Meta está priorizando IA em detrimento do metaverso, após anos de investimentos pesados sem retorno proporcional.
- Para investidores, a medida pode ser vista como um ajuste necessário, já que o mercado de IA cresce em ritmo acelerado e promete novas fontes de receita.
- Por outro lado, o movimento levanta dúvidas sobre o futuro do metaverso, que era tratado como aposta central da companhia até pouco tempo atrás.
A decisão da Meta de cortar 10% dos empregos na Reality Labs mostra que a empresa está reavaliando suas prioridades. O metaverso, antes visto como o futuro da tecnologia, perde espaço para a inteligência artificial, que hoje concentra expectativas de inovação e rentabilidade. Para o mercado, o recado é claro: a Meta quer se manter competitiva em IA, mesmo que isso signifique reduzir investimentos em projetos que ainda não se provaram financeiramente.








