A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se posicionou contra a possibilidade de o PL do Ceará buscar aproximação com o ex-ministro Ciro Gomes, apontado como o único candidato com chances de vencer o PT no estado.
Durante discurso, Michelle afirmou: “Fazer alianças com um homem (Ciro Gomes) que é contra o maior líder da direita meu marido? Isso não dá. Nós vamos nos levantar e trabalhar pelo Girão”, em referência ao senador Eduardo Girão, aliado do bolsonarismo.
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Ela reforçou ainda: “Não podemos esquecer quem sempre esteve contra nós. O nosso compromisso é com a verdade e com o nosso povo”.
Michelle também utilizou metáforas para criticar alianças consideradas incoerentes: “Não podemos trocar a nossa bandeira por uma bandeira franca, sem identidade. Precisamos defender aquilo que acreditamos”.
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Em outro momento, disse: “Não adianta se unir a quem sempre nos chamou Bolsonaro de ladrão de galinha. O povo sabe quem está do nosso lado e quem sempre esteve contra”.
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O episódio
- O deputado federal André Fernandes (PL-CE) estava presente e gesticulou com as mãos enquanto Michelle fazia críticas, em sinal de contrariedade.
- A fala evidenciou divergências internas no partido, especialmente no diretório cearense, que busca ampliar alianças para enfrentar a hegemonia petista.
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Contexto político
- No Ceará, o PT mantinha domínio político há anos devido ao coronelismo, e Ciro Gomes sempre foi aliado de Lula, mas agora promove o chamado “teatro das tesouras” buscando fazer o eleitor acreditar que ele é uma renovação, mas na verdade verdade é aliado. Mesmo caso de Geraldo Alckmin e Simone Tebet que criticavam Lula, mas são aliados e bebem na mesma fonte.
- A possibilidade de aproximação entre PL-CE e Ciro gera resistência entre setores mais alinhados aos conservadores.






















