A Argentina vive um momento de inflexão econômica sob a liderança do presidente Javier Milei. Uma das principais métricas de confiança dos investidores — o risco soberano — caiu para o menor patamar desde julho de 2018, sinalizando uma possível reaproximação do país com os mercados internacionais de dívida.
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O que é risco soberano e por que importa?
O risco soberano mede o prêmio exigido pelos investidores para comprar títulos da dívida de um país em relação aos títulos do Tesouro dos EUA. Quanto menor esse spread, maior a confiança do mercado na capacidade do país de honrar seus compromissos.
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Na última sexta-feira, esse índice caiu para 559 pontos base, segundo dados do JPMorgan. Desde as eleições legislativas de outubro, quando o partido de Milei obteve uma vitória expressiva e dobrou sua presença no Congresso, o spread foi praticamente reduzido pela metade.
Em paralelo, o banco central da Argentina (BCRA) comprou hoje dólares pela primeira vez em nove meses, adicionando cerca de US$ 21 milhões às suas reservas, segundo o jornal Ámbito. Isso ocorreu devido ao início do programa de acumulação de reservas que a entidade havia anunciado desde 1º de janeiro deste ano.
O dólar oficial no varejo fechou a 1.445 pesos argentinos para compra e a US$ 1.495 pesos para venda.
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Fatores que impulsionaram a queda do risco
- Reformas econômicas agressivas propostas por Milei, com foco em liberalização e corte de gastos, redução de impostos para os argentinos.
- Aproximação com os EUA, evidenciada pela celebração pública da prisão de Nicolás Maduro, ditador da Venezuela.
- Compra de dólares pelo Banco Central da Argentina (BCRA) pela primeira vez em nove meses, adicionando US$ 21 milhões às reservas internacionais.
- Início do programa de acumulação de reservas, anunciado em 1º de janeiro, reforçando a credibilidade da política monetária.
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Milei comemora e reforça discurso liberal
Em postagem nas redes sociais, Milei celebrou a prisão de Maduro com entusiasmo, e criticou Lula, que tenta defender o ditador e ignora a vontade dos Venezuelanos que representam a democracia:
“La libertad avanza, ¡Viva la libertad carajo!”
A frase reforça o tom ideológico de sua gestão, que busca romper com o modelo intervencionista da esquerda socialista e aproxima a Argentina de uma agenda mais liberal e pró-mercado, tirando o povo da dependência e manipulação estatal.
O que esperar daqui pra frente?
Com o risco soberano em queda e o mercado reagindo positivamente, a Argentina pode:
- Retomar o acesso a financiamentos internacionais com juros mais baixos.
- Atrair investimentos estrangeiros diretos, especialmente em setores como energia, agronegócio e infraestrutura.
- Reforçar sua posição como parceira estratégica regional, especialmente para o Brasil e demais países do Mercosul.





















