Após o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ter barrado a votação do PL da Anistia na próxima semana, o Partido Liberal decidiu manter a obstrução total na Casa.
Na reunião de líderes desta quinta-feira, 3, Motta pediu aos líderes partidários para que não assinassem o requerimento de urgência da anistia, o qual possibilita que o projeto seja assinado no plenário sem passar pelas comissões.
“Quero deixar claro que o presidente Hugo Motta continua sendo e será sempre aliado do Partido Liberal em todas as nossas bandeiras, inclusive na anistia”, afirmou o líder da sigla na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ).
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Nesse sentido, Sóstenes disse ser necessário “entender as situações e a pressão que a cadeira de um presidente sofre”. “O que está acontecendo neste momento? Todos os líderes de partidos, com exceção do PL e do Novo, que já assinaram o requerimento, estão aguardando do presidente Hugo Motta a sinalização para que eles assinem.”
O parlamentar afirmou que Motta está “alinhando alguns procedimentos, fazendo alguns comunicados” e, por estes motivos, “pediu aos líderes momentaneamente para que não assinassem o nosso requerimento”. “Por conta disso, o PL da Anistia não entrou em pauta”, explicou.
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Assinaturas de apoio à anistia
De acordo com Sóstenes, um segundo documento de apoio à urgência para o PL da Anistia é produzido desde o início desta semana. Trata-se de uma lista com o nome de todos os deputados que vão votar a favor da proposta na Casa.
“Já que o presidente Hugo Motta está pedindo aos líderes para não assinar o requerimento de urgência, nós começamos, a partir de ontem, a fazer assinaturas individuais”, explicou.
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Até o início da tarde desta quinta-feira, 165 parlamentares já tinham assinado o documento. São necessários 257 deputados para se aprovar o projeto no plenário da Casa.
“Nós temos e continuamos tendo o apoio dos partidos que já citamos”, afirmou Sóstenes. “Hoje, às 6h47 da manhã, recebi uma ligação do presidente do PSD, [Gilberto] Kassab, me dizendo que o PSD, na sua maioria dos deputados e segundo o líder Antônio Britto, entregará 60% dos votos à anistia.”
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Saiba quem são os 165 deputados que apoiam a anistia aos presos do 8 de janeiro:
- Adilson Barroso
- Adriana Ventura
- Alberto Fraga
- Alceu Moreira
- Alfredo Gaspar
- Allan Garcês
- Altineu Côrtes
- Aluisio Mendes
- Amaro Neto
- André Fernandes
- André Ferreira
- Any Ortiz
- Átila Lira
- Bia Kicis
- Bibo Nunes
- Cabo Gilberto Silva
- Capitão Alberto Neto
- Capitão Alden
- Capitão Augusto
- Carla Dickson
- Carla Zambelli
- Carlos Jordy
- Caroline de Toni
- Célio Silveira
- Chris Tonietto
- Clarissa Tércio
- Coronel Assis
- Coronel Chrisóstomo
- Coronel Fernanda
- Coronel Meira
- Coronel Ulysses
- Cristiane Lopes
- Dani Cunha
- Daniel Agrobom
- Daniel Freitas
- Daniela Reinehr
- Danilo Forte
- David Soares
- Dayany Bittencourt
- Delegada Ione
- Delegado Caveira
- Delegado Éder Mauro
- Delegado Marcelo Freitas
- Delegado Palumbo
- Delegado Paulo Bilynskyj
- Delegado Ramagem
- Diego Garcia
- Dilceu Sperafico
- Domingos Sávio
- Dr. Fernando Máximo
- Dr. Frederico
- Dr. Ismael Alexandrino
- Dr. Jaziel
- Dr. Luiz Ovando
- Dr. Zacharias Calil
- Eli Borges
- Emidinho Madeira
- Eros Biondini
- Evair Vieira de Melo
- Felipe Francischini
- Fernando Rodolfo
- Filipe Barros
- Filipe Martins
- Franciane Bayer
- General Girão
- General Pazuello
- Geovania de Sá
- Giacobo
- Gilberto Nascimento
- Gilson Marques
- Gilvan da Federal
- Giovani Cherini
- Gisela Simona
- Glaustin da Fokus
- Greyce Elias
- Gustavo Gayer
- Gutemberg Reis
- Helio Lopes
- Hugo Leal
- Icaro de Valmir
- Ismael
- Jeferson Rodrigues
- Jefferson Campos
- Joaquim Passarinho
- José Medeiros
- José Nelto
- Julia Zanatta
- Julio Cesar Ribeiro
- Junio Amaral
- Junior Lourenço
- Kim Kataguiri
- Lafayette de Andrada
- Lincoln Portela
- Luciano Alves
- Luis Carlos Gomes
- Luiz Carlos Motta
- Luiz Fernando Vampiro
- Luiz Gastão
- Luiz Lima
- Luiz Philippe de Orleans e Bragança
- Magda Mofatto
- Marcel van Hattem
- Marcelo Álvaro Antônio
- Marcelo Moraes
- Marcio Alvino
- Marcos Pollon
- Maria Rosas
- Mario Frias
- Marussa Boldrin
- Maurício Carvalho
- Mauricio do Vôlei
- Mauricio Marcon
- Mendonça Filho
- Messias Donato
- Miguel Lombardi
- Missionário José Olimpio
- Nelson Barbudo
- Nicoletti
- Nikolas Ferreira
- Olival Marques
- Osmar Terra
- Ossesio Silva
- Otoni de Paula
- Padovani
- Pastor Diniz
- Pastor Eurico
- Paulo Freire Costa
- Pedro Lupion
- Pedro Westphalen
- Pezenti
- Pr. Marco Feliciano
- Professor Alcides
- Rafael Simoes
- Raimundo Santos
- Reinhold Stephanes
- Ricardo Barros
- Ricardo Guidi
- Ricardo Salles
- Roberta Roma
- Roberto Monteiro Pai
- Rodolfo Nogueira
- Rodrigo da Zaeli
- Rodrigo Estacho
- Rodrigo Valadares
- Rosana Valle
- Rosangela Moro
- Rosângela Reis
- Sanderson
- Sargento Fahur
- Sargento Gonçalves
- Sargento Portugal
- Silas Câmara
- Silvia Cristina
- Silvia Waiãpi
- Simone Marquetto
- Soraya Santos
- Sóstenes Cavalcante
- Stefano Aguiar
- Thiago Flores
- Vermelho
- Vinicius Carvalho
- Wellington Roberto
- Zé Trovão
- Zé Vitor
- Zucco
Operação da PF e CGU de Lula, decidem investigar contrato na prefeitura do pai de Hugo Motta, no dia da negociação da Anistia aos presos do 08 de janeiro
A Polícia Federal fez buscas nesta quinta-feira, 3, na segunda fase da Operação Outside, que investiga suspeitas de fraude, superfaturamento e desvio de recursos federais destinados a obras em Patos, no sertão da Paraíba. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. A investigação tramita na 14.ª Vara Federal de Patos.
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Desde 2021, a cidade é administrada por Nabor Wanderley (Republicanos), pai do deputado Hugo Motta (Republicanos), presidente da Câmara. O contrato investigado é anterior à sua gestão, mas foi executado durante sua administração. O Estadão pediu manifestação da prefeitura.
Quando a primeira fase da operação foi deflagrada, em setembro de 2024, a prefeitura informou que colabora com as investigações e que compartilhou todos os documentos e informações sobre o contrato investigado.
O contrato foi celebrado em 31 de dezembro de 2020 entre o Ministério do Desenvolvimento Regional e a Prefeitura de Patos. O valor total, após aditivos, alcança R$ 6 milhões. Os recursos federais foram repassados ao município por meio do orçamento secreto e deveriam ter sido usados para a restauração de duas avenidas, conhecidas como Alças Sudeste e Sudoeste.
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A investigação apontou que empresários e agentes públicos formaram um conluio para fraudar a licitação, direcionar o contrato por meio de cláusulas restritivas de concorrência e desviar recursos.
A empresa favorecida é a Engelplan, administrada pelo empresário André Luiz de Souza Cesarino, que segundo os investigadores tem ligação com funcionários da prefeitura de Patos. O Estadão pediu manifestação da defesa.
A empresa teria diminuído o preço de sua proposta para vencer licitação e, depois, teria sido favorecida com aumento do valor através de aditivos contratuais. Em apenas um deles, o superfaturamento foi estimado em R$ 269 mil.
A análise dos documentos apreendidos na primeira fase da operação reforçou as suspeitas. A PF fez buscas em endereços ligados ao empresário e à sua construtora. Segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), foram encontrados indícios da participação de novos agentes públicos nas irregularidades.
O secretário de Obras da prefeitura, José do Bomfim Junior, e a presidente da comissão de licitação da prefeitura, Mayra Fernandes, são investigados.
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“A nova fase da Operação tem como objetivo o aprofundamento da investigação, bem como apurar elementos que indiquem possível atuação ilícita de investigada, que, utilizando-se de sua posição na administração pública, teria favorecido interesses privados da empresa contratada para realização da obra. O objetivo principal é reverter ao erário os valores pagos indevidamente e a apuração de responsabilidade dos envolvidos nas irregularidades”, informou a CGU.