Patrocinado

Após o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), ter barrado a votação do PL da Anistia na próxima semana, o Partido Liberal decidiu manter a obstrução total na Casa.

Na reunião de líderes desta quinta-feira, 3, Motta pediu aos líderes partidários para que não assinassem o requerimento de urgência da anistia, o qual possibilita que o projeto seja assinado no plenário sem passar pelas comissões.

“Quero deixar claro que o presidente Hugo Motta continua sendo e será sempre aliado do Partido Liberal em todas as nossas bandeiras, inclusive na anistia”, afirmou o líder da sigla na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ).

AINDA: Desembargador e advogado de defesa é detido e proibido de entrar…

Acesse as notícias que enriquecem seu dia em tempo real, do mercado econômico e de investimentos aos temas relevantes do Brasil e do mundo pelo telegram Clique aqui. Se preferir siga-nos no Google News: Clique aqui. Acompanhe-nos pelo Canal do Whastapp. Clique aqui

AINDA: Falta de diplomacia de Lula faz Brasil perder ao menos US$ 1,5 bilhões em exportação com tarifa de Trump sobre o aço. Bolsonaro evitou…

Nesse sentido, Sóstenes disse ser necessário “entender as situações e a pressão que a cadeira de um presidente sofre”. “O que está acontecendo neste momento? Todos os líderes de partidos, com exceção do PL e do Novo, que já assinaram o requerimento, estão aguardando do presidente Hugo Motta a sinalização para que eles assinem.”

O parlamentar afirmou que Motta está “alinhando alguns procedimentos, fazendo alguns comunicados” e, por estes motivos, “pediu aos líderes momentaneamente para que não assinassem o nosso requerimento”. “Por conta disso, o PL da Anistia não entrou em pauta”, explicou.

LEIA: Empresa investigada por fraude há mais

Assinaturas de apoio à anistia

De acordo com Sóstenes, um segundo documento de apoio à urgência para o PL da Anistia é produzido desde o início desta semana. Trata-se de uma lista com o nome de todos os deputados que vão votar a favor da proposta na Casa.

“Já que o presidente Hugo Motta está pedindo aos líderes para não assinar o requerimento de urgência, nós começamos, a partir de ontem, a fazer assinaturas individuais”, explicou.

ENTENDA: Brasil tarifa os EUA muito mais do que é tarifado. O que…

Até o início da tarde desta quinta-feira, 165 parlamentares já tinham assinado o documento. São necessários 257 deputados para se aprovar o projeto no plenário da Casa.

“Nós temos e continuamos tendo o apoio dos partidos que já citamos”, afirmou Sóstenes. “Hoje, às 6h47 da manhã, recebi uma ligação do presidente do PSD, [Gilberto] Kassab, me dizendo que o PSD, na sua maioria dos deputados e segundo o líder Antônio Britto, entregará 60% dos votos à anistia.”

SAIBA: Mulher de Moraes é contratada pelo Banco

Saiba quem são os 165 deputados que apoiam a anistia aos presos do 8 de janeiro:

  • Adilson Barroso
  • Adriana Ventura
  • Alberto Fraga
  • Alceu Moreira
  • Alfredo Gaspar
  • Allan Garcês
  • Altineu Côrtes
  • Aluisio Mendes
  • Amaro Neto
  • André Fernandes
  • André Ferreira
  • Any Ortiz
  • Átila Lira
  • Bia Kicis
  • Bibo Nunes
  • Cabo Gilberto Silva
  • Capitão Alberto Neto
  • Capitão Alden
  • Capitão Augusto
  • Carla Dickson
  • Carla Zambelli
  • Carlos Jordy
  • Caroline de Toni
  • Célio Silveira
  • Chris Tonietto
  • Clarissa Tércio
  • Coronel Assis
  • Coronel Chrisóstomo
  • Coronel Fernanda
  • Coronel Meira
  • Coronel Ulysses
  • Cristiane Lopes
  • Dani Cunha
  • Daniel Agrobom
  • Daniel Freitas
  • Daniela Reinehr
  • Danilo Forte
  • David Soares
  • Dayany Bittencourt
  • Delegada Ione
  • Delegado Caveira
  • Delegado Éder Mauro
  • Delegado Marcelo Freitas
  • Delegado Palumbo
  • Delegado Paulo Bilynskyj
  • Delegado Ramagem
  • Diego Garcia
  • Dilceu Sperafico
  • Domingos Sávio
  • Dr. Fernando Máximo
  • Dr. Frederico
  • Dr. Ismael Alexandrino
  • Dr. Jaziel
  • Dr. Luiz Ovando
  • Dr. Zacharias Calil
  • Eli Borges
  • Emidinho Madeira
  • Eros Biondini
  • Evair Vieira de Melo
  • Felipe Francischini
  • Fernando Rodolfo
  • Filipe Barros
  • Filipe Martins
  • Franciane Bayer
  • General Girão
  • General Pazuello
  • Geovania de Sá
  • Giacobo
  • Gilberto Nascimento
  • Gilson Marques
  • Gilvan da Federal
  • Giovani Cherini
  • Gisela Simona
  • Glaustin da Fokus
  • Greyce Elias
  • Gustavo Gayer
  • Gutemberg Reis
  • Helio Lopes
  • Hugo Leal
  • Icaro de Valmir
  • Ismael
  • Jeferson Rodrigues
  • Jefferson Campos
  • Joaquim Passarinho
  • José Medeiros
  • José Nelto
  • Julia Zanatta
  • Julio Cesar Ribeiro
  • Junio Amaral
  • Junior Lourenço
  • Kim Kataguiri
  • Lafayette de Andrada
  • Lincoln Portela
  • Luciano Alves
  • Luis Carlos Gomes
  • Luiz Carlos Motta
  • Luiz Fernando Vampiro
  • Luiz Gastão
  • Luiz Lima
  • Luiz Philippe de Orleans e Bragança
  • Magda Mofatto
  • Marcel van Hattem
  • Marcelo Álvaro Antônio
  • Marcelo Moraes
  • Marcio Alvino
  • Marcos Pollon
  • Maria Rosas
  • Mario Frias
  • Marussa Boldrin
  • Maurício Carvalho
  • Mauricio do Vôlei
  • Mauricio Marcon
  • Mendonça Filho
  • Messias Donato
  • Miguel Lombardi
  • Missionário José Olimpio
  • Nelson Barbudo
  • Nicoletti
  • Nikolas Ferreira
  • Olival Marques
  • Osmar Terra
  • Ossesio Silva
  • Otoni de Paula
  • Padovani
  • Pastor Diniz
  • Pastor Eurico
  • Paulo Freire Costa
  • Pedro Lupion
  • Pedro Westphalen
  • Pezenti
  • Pr. Marco Feliciano
  • Professor Alcides
  • Rafael Simoes
  • Raimundo Santos
  • Reinhold Stephanes
  • Ricardo Barros
  • Ricardo Guidi
  • Ricardo Salles
  • Roberta Roma
  • Roberto Monteiro Pai
  • Rodolfo Nogueira
  • Rodrigo da Zaeli
  • Rodrigo Estacho
  • Rodrigo Valadares
  • Rosana Valle
  • Rosangela Moro
  • Rosângela Reis
  • Sanderson
  • Sargento Fahur
  • Sargento Gonçalves
  • Sargento Portugal
  • Silas Câmara
  • Silvia Cristina
  • Silvia Waiãpi
  • Simone Marquetto
  • Soraya Santos
  • Sóstenes Cavalcante
  • Stefano Aguiar
  • Thiago Flores
  • Vermelho
  • Vinicius Carvalho
  • Wellington Roberto
  • Zé Trovão
  • Zé Vitor
  • Zucco

Operação da PF e CGU de Lula, decidem investigar contrato na prefeitura do pai de Hugo Motta, no dia da negociação da Anistia aos presos do 08 de janeiro

A Polícia Federal fez buscas nesta quinta-feira, 3, na segunda fase da Operação Outside, que investiga suspeitas de fraude, superfaturamento e desvio de recursos federais destinados a obras em Patos, no sertão da Paraíba. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. A investigação tramita na 14.ª Vara Federal de Patos.

SAIBA: Após Bolsonaro afirmar que acertou apoio de Kassab para anistia aos…

Desde 2021, a cidade é administrada por Nabor Wanderley (Republicanos), pai do deputado Hugo Motta (Republicanos), presidente da Câmara. O contrato investigado é anterior à sua gestão, mas foi executado durante sua administração. O Estadão pediu manifestação da prefeitura.

Quando a primeira fase da operação foi deflagrada, em setembro de 2024, a prefeitura informou que colabora com as investigações e que compartilhou todos os documentos e informações sobre o contrato investigado.

O contrato foi celebrado em 31 de dezembro de 2020 entre o Ministério do Desenvolvimento Regional e a Prefeitura de Patos. O valor total, após aditivos, alcança R$ 6 milhões. Os recursos federais foram repassados ao município por meio do orçamento secreto e deveriam ter sido usados para a restauração de duas avenidas, conhecidas como Alças Sudeste e Sudoeste.

LEIA: BTG oferece R$1 pelo Banco Master. Qual o risco do Banco quebrar?

A investigação apontou que empresários e agentes públicos formaram um conluio para fraudar a licitação, direcionar o contrato por meio de cláusulas restritivas de concorrência e desviar recursos.

A empresa favorecida é a Engelplan, administrada pelo empresário André Luiz de Souza Cesarino, que segundo os investigadores tem ligação com funcionários da prefeitura de Patos. O Estadão pediu manifestação da defesa.

A empresa teria diminuído o preço de sua proposta para vencer licitação e, depois, teria sido favorecida com aumento do valor através de aditivos contratuais. Em apenas um deles, o superfaturamento foi estimado em R$ 269 mil.

SAIBA: Julgamento do STF pode aumentar ainda mais popularidade de Bolsonaro. Mundo está de olho, afirma Financial Times

A análise dos documentos apreendidos na primeira fase da operação reforçou as suspeitas. A PF fez buscas em endereços ligados ao empresário e à sua construtora. Segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), foram encontrados indícios da participação de novos agentes públicos nas irregularidades.

O secretário de Obras da prefeitura, José do Bomfim Junior, e a presidente da comissão de licitação da prefeitura, Mayra Fernandes, são investigados.

LEIA: Empresa investigada por fraude há mais de 12 anos em recuperação…

“A nova fase da Operação tem como objetivo o aprofundamento da investigação, bem como apurar elementos que indiquem possível atuação ilícita de investigada, que, utilizando-se de sua posição na administração pública, teria favorecido interesses privados da empresa contratada para realização da obra. O objetivo principal é reverter ao erário os valores pagos indevidamente e a apuração de responsabilidade dos envolvidos nas irregularidades”, informou a CGU.

Receba conteúdo exclusivo sobre os temas de seu interesse! Confirme em sua caixa de e-mail sua inscrição para não perder nada