A política fiscal adotada pelo governo Lula está sob forte questionamento. Um relatório da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal, divulgado em junho de 2025, alerta que o atual arcabouço fiscal é insustentável e pode levar a uma escalada da dívida pública, com projeções alarmantes para os próximos anos.
Dívida pode atingir 125% do PIB até 2035
De acordo com o documento, a combinação entre queda nas receitas públicas e crescimento contínuo das despesas obrigatórias tende a gerar déficits primários crescentes ao longo da próxima década. Se mantida a trajetória atual, a dívida bruta do governo geral pode ultrapassar 125% do PIB até 2035, colocando em risco a estabilidade fiscal do país.
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O relatório destaca que o novo arcabouço fiscal, embora tenha sido criado para substituir o teto de gastos, não impõe limites reais ao crescimento das despesas públicas, o que compromete sua eficácia como âncora fiscal. A ausência de mecanismos automáticos de correção em caso de descumprimento das metas também é vista como um ponto frágil.
Riscos fiscais e credibilidade em xeque
A IFI aponta que, sem reformas estruturais e controle efetivo dos gastos, o governo federal poderá enfrentar dificuldades crescentes para financiar sua dívida, o que pode elevar os juros e reduzir a confiança dos investidores. A situação se agrava diante de gastos extraordinários fora do orçamento, como precatórios, programas sociais e medidas emergenciais, que já somam centenas de bilhões de reais fora da meta fiscal.
Além disso, o relatório sugere que a política fiscal atual não é compatível com o crescimento sustentável da economia brasileira, podendo gerar pressões inflacionárias e instabilidade no médio e longo prazo.
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O que está em jogo
A sustentabilidade fiscal é um dos pilares da confiança no país, tanto para investidores quanto para organismos internacionais. A deterioração das contas públicas pode comprometer o acesso ao crédito, elevar o custo da dívida e limitar a capacidade do governo de investir em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura.
O alerta do Senado reforça a necessidade de revisão urgente da política fiscal, com foco em responsabilidade, previsibilidade e transparência. Sem isso, o Brasil corre o risco de repetir ciclos de descontrole que já marcaram sua história econômica.



















