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Reajuste oficial

O governo federal oficializou o novo salário mínimo em R$ 1.621,00, válido desde 1º de janeiro de 2026. O reajuste representa uma alta de 6,79% em relação ao valor anterior de R$ 1.518,00, ou seja, um acréscimo de R$ 103. O cálculo considerou a inflação medida pelo INPC acumulada até novembro de 2025 e o crescimento do PIB de dois anos antes.

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Quando cai na conta

O novo valor já está sendo aplicado nos pagamentos referentes a janeiro, incluindo:

  • Trabalhadores com carteira assinada;
  • Beneficiários do INSS;
  • Seguro-desemprego e abono salarial;
  • Benefício de Prestação Continuada (BPC).

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Impacto direto

O reajuste influencia não apenas os trabalhadores ativos, mas também milhões de aposentados e pensionistas. Além disso, afeta cálculos de indenizações, pensões e outros direitos trabalhistas.

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O que diz o Dieese

Apesar do reajuste, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) aponta que o valor oficial ainda está muito distante do necessário para garantir uma vida digna.

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  • Valor ideal em 2026: R$ 7.067,00.
  • Diferença: mais de quatro vezes acima do salário mínimo oficial.
    Segundo o estudo, esse seria o piso necessário para sustentar uma família de quatro pessoas, cobrindo alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e impostos.

O novo salário mínimo de R$ 1.621 já está em vigor e começa a ser pago neste mês de janeiro. Embora represente um aumento de 6,79%, o valor segue muito abaixo do que o Dieese considera suficiente para garantir dignidade aos brasileiros — mais de R$ 7 mil. O contraste entre o piso oficial e o necessário expõe os desafios da economia brasileira e reacende o debate sobre poder de compra, desigualdade e políticas públicas.

Enquanto o salário mínimo de 2026 foi fixado em R$ 1.621, o reajuste aprovado para os servidores públicos — especialmente do Executivo e do Judiciário — mostra uma disparidade significativa. O Dieese calcula que o valor necessário para sustentar uma família brasileira deveria ser superior a R$ 7 mil, mas os reajustes no setor público caminham em outra direção, com impacto bilionário no orçamento.

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  • Novo valor: R$ 1.621 (vigente desde 1º de janeiro de 2026).
  • Reajuste: 6,79% sobre os R$ 1.518 de 2025.
  • Impacto direto: trabalhadores com carteira assinada, beneficiários do INSS, seguro-desemprego e abono salarial.
  • Dieese: valor ideal para sustentar uma família deveria ser R$ 7.067, mais de quatro vezes acima do piso oficial.

Reajustes no setor público

Poder/SetorReajuste aprovadoDetalhes
Executivo FederalImpacto de R$ 25,4 bilhões em 2026Acordos coletivos com sindicatos, previstos no orçamento
Judiciário8% de aumento a partir de julho de 2026Abrange cargos efetivos, comissionados e funções de confiança. Lula sancionou, mas vetou aumentos futuros em 2027 e 2028
LegislativoReajustes alinhados ao ExecutivoDeputados e senadores têm vencimentos vinculados, com impacto indireto no orçamento (dados em tramitação no PLOA 2026)

Contraponto

  • Salário mínimo: R$ 1.621, insuficiente para cobrir necessidades básicas segundo o Dieese.
  • Servidores públicos: reajustes que somam bilhões ao orçamento, com aumentos expressivos como os 8% no Judiciário.
  • Disparidade: enquanto milhões de brasileiros vivem com pouco mais de R$ 1,6 mil, carreiras do setor público recebem reajustes que ampliam ainda mais a distância entre o piso nacional e os salários das elites do funcionalismo.

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O contraste entre o reajuste do salário mínimo e os aumentos aprovados para servidores públicos evidencia uma desigualdade estrutural. De um lado, trabalhadores e aposentados convivem com um piso de R$ 1.621, muito abaixo do valor considerado digno pelo Dieese. De outro, Executivo e Judiciário aprovam reajustes bilionários, como os 8% para servidores do Judiciário e os R$ 25,4 bilhões de impacto no Executivo. Esse cenário reforça o debate sobre prioridades orçamentárias, justiça social e poder de compra no Brasil de 2026.

Em 2026, os salários e auxílios de quem decide ou influencia o salário mínimo no Brasil mostram uma disparidade enorme. O presidente da República recebe cerca de R$ 46,3 mil mensais, os ministros do STF têm remuneração de R$ 46,3 mil (mais auxílios), e os senadores recebem R$ 39,3 mil, além de verbas indenizatórias e cotas parlamentares que ampliam muito os valores.

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Salário mínimo x salários e auxílios das elites políticas em 2026

Salário mínimo oficial

  • Valor: R$ 1.621 (vigente desde 1º de janeiro de 2026).
  • Reajuste: 6,79% sobre o valor anterior de R$ 1.518.
  • Dieese: valor necessário para sustentar uma família deveria ser R$ 7.067, mais de quatro vezes acima do piso oficial.

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Presidente da República

  • Subsídio mensal: R$ 46.366,19
  • Auxílios e benefícios: residência oficial, transporte, segurança, alimentação e equipe de apoio, cartões corporativos livres. Equipe de funcionários para toda qualquer função, planos de saúde de luxo, planos de celular de luxo
  • Comparado ao salário mínimo, o presidente recebe 28 vezes mais.

Ministros do STF

  • Subsídio mensal: R$ 46.366,19 desde fevereiro de 2025
  • Reajuste adicional: 8% aprovado para julho de 2026
  • Auxílios: auxílio-moradia (quando não há residência oficial), verbas de gabinete, diárias em viagens, carro oficial e equipe de apoio.
  • Na prática, a remuneração ultrapassa R$ 50 mil mensais com benefícios. Carros de luxo, seguranças particulares, combustível, motoristas, transporte, planos de saúde de luxo

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Senadores

  • Subsídio mensal: R$ 39.293,32
  • Auxílios e verbas extras:
    • Auxílio-moradia ou apartamento funcional, carros, combustível, transporte, paletó, planos de saúde de luxo.
    • Cota parlamentar para passagens aéreas, combustível, hospedagem e divulgação.
    • Verba de gabinete para contratação de assessores.
  • O custo total por senador pode ultrapassar R$ 150 mil mensais, considerando salários, auxílios e estrutura.

Comparativo

Cargo/SetorSalário base (2026)Auxílios/benefíciosTotal estimado
Presidente da RepúblicaR$ 46,366Moradia, transporte, equipe~R$ 60 mil/mês
Ministro do STFR$ 46,366 (+8% jul/26)Moradia, gabinete, carro oficial~R$ 50–55 mil/mês
SenadorR$ 39,293Moradia, cota parlamentar, gabinete~R$ 120–150 mil/mês
Salário mínimoR$ 1,621R$ 1,621

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