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A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento do inquérito que investigava o senador Chico Rodrigues (PSB-RR), flagrado em 2020 com mais de R$ 30 mil escondidos na cueca durante uma operação da Polícia Federal.

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Segundo o procurador-geral Paulo Gonet, não há elementos que comprovem a origem ilícita do dinheiro apreendido, o que inviabiliza a continuidade da investigação por crimes como lavagem de dinheiro ou obstrução de justiça.

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Contexto do episódio

  • O flagrante ocorreu em outubro de 2020, durante a operação Desvid-19, que apurava desvios de recursos destinados ao combate da pandemia de Covid-19 em Roraima.
  • A Polícia Federal encontrou mais de R$ 30 mil em espécie escondidos na roupa íntima do senador.
  • O caso ganhou repercussão nacional e levou ao afastamento temporário de Rodrigues do Senado por decisão do STF.

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Argumentos da PGR

No pedido encaminhado ao ministro Flávio Dino, relator do caso, a PGR destacou:

  • Não foi demonstrada a proveniência ilícita do numerário.
  • O simples fato de ocultar dinheiro em local inusitado não configura, por si só, crime de lavagem ou obstrução de investigação.
  • A ausência de provas concretas impede o enquadramento penal do episódio.

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“Não se logrou demonstrar a proveniência ilícita do numerário”, afirmou Paulo Gonet ao tratar dos valores apreendidos.

Parte do caso segue em apuração

Embora tenha pedido o arquivamento do episódio do dinheiro na cueca, a PGR defendeu o envio de parte dos autos à Justiça Federal de Roraima para análise de outros fatos relacionados, como:

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  • Possíveis indícios de superfaturamento e peculato.

Repercussão política

O pedido de arquivamento reacende debates sobre:

  • A efetividade das investigações contra parlamentares.
  • A percepção pública de impunidade em casos de grande repercussão.
  • O impacto da decisão na imagem do Congresso e na confiança da população nas instituições.

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