O governo de Minas Gerais afirmou nesta segunda-feira que foram identificados danos ambientais decorrentes do extravasamento em uma cava da mineradora Vale (VALE3) na madrugada de domingo, acrescentando que a companhia será autuada.
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Os danos ambientais foram decorrentes do carregamento de sedimentos e do assoreamento de cursos d’água afluentes do Rio Maranhão, de acordo com comunicado do governo mineiro.
A Vale será autuada por ações de poluição, degradação ou danos aos recursos hídricos, às espécies vegetais e animais, entre outros.
O incidente, entre os municípios de Congonhas e Ouro Preto, na região conhecida como Mina de Fábrica, provocou também o alagamento de áreas da instalação Pires, da CSN Mineração (CMIN3).
Não houve feridos e a população do entorno não foi afetada, segundo as informações das empresas.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) determinou que a Vale cumpra imediatamente uma série de medidas emergenciais, incluindo ações de limpeza do local afetado, assim como o monitoramento do curso d’água atingido.
O governo estadual também afirmou que a empresa terá que apresentar plano de recuperação ambiental para limpeza das margens, desassoreamento e demais medidas necessárias à recuperação do curso d’água afetado.
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A Vale afirmou mais cedo que os extravasamentos de água identificados em Congonhas e Ouro Preto no domingo foram contidos.
A mineradora afirmou ainda que nenhuma das situações tem qualquer relação com as barragens da Vale na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança.
A Vale disse também que não houve carregamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos (terra).
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‘A Vale realiza periodicamente ações preventivas de inspeção e manutenção de suas estruturas, que são seguras’, disse a mineradora, ressaltando que reforça esses procedimentos durante o intenso período chuvoso.
As causas dos dois incidentes estão sendo apuradas, afirmou a mineradora








