A Vale (VALE3) retomou em 2025 o posto de maior produtora mundial de minério de ferro, superando a anglo-australiana Rio Tinto pela primeira vez desde 2018. A notícia, divulgada em 27 de janeiro de 2026, animou o mercado e reforçou a confiança dos analistas na mineradora brasileira, que também apresentou resultados sólidos em cobre e níquel.
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Produção recorde e retomada da liderança global
- Minério de ferro:
- Produção total em 2025: 336,1 milhões de toneladas
- Superou a Rio Tinto, que produziu 327,3 milhões de toneladas em Pilbara
- A Vale havia perdido a liderança em 2019 após o desastre de Brumadinho
- Cobre:
- Alta de 6% na produção anual
- Destaque para volumes recordes em Salobo e crescimento em Sossego
- Preço realizado subiu US$ 1.185/t no trimestre
- Níquel:
- Maior produção desde 2022
- Crescimento expressivo no Brasil
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Reação do mercado e desempenho das ações
- VALE3 subiu 2,20%, cotada a R$ 84,90
- Acumula alta de 17% no ano
- Superou seus pares em 30% em 2025 e 20% no acumulado de 2026
- Impulsionada por:
- Fluxos positivos para o Brasil
- Alta nos preços das commodities
- Consistência operacional
O que dizem os analistas?
XP Investimentos
- Produção de minério de ferro: +6% anual, +1% acima da estimativa
- Embarques de finos: +7% vs 4T24
- Produção de Pelotas: -10% ano a ano
- Recomendação: neutra
- Preocupação com queda nos preços após período de reabastecimento
- JPMorgan
- Produção de minério de ferro e cobre: maiores níveis desde 2018
- Níquel: crescimento ano a ano
- Avaliação: consistência operacional e progresso nas metas
- Recomendação: overweight (exposição acima da média)
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Goldman Sachs
- Produção de cobre: superou estimativas em 14–19%
- Níquel: +5%
- Ação negociada a 11% do fluxo de caixa livre anual, contra 5% da concorrência
- Recomendação: compra, com preço-alvo de US$ 13,80 para ADRs
- Alerta: possível correção de 8% no preço do ferro até o fim de 2026
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BBI
- Recomendação: outperform (desempenho acima da média)
- Preço-alvo: US$ 15 para ADRs
Riscos e perspectivas
- Esgotamento em Serra Norte: queda de 10% em 2025
- Suspensão nas minas Fábrica e Viga: risco operacional, mas sem impacto relevante na produção
- Cenário eleitoral em 2026: Vale pode ser vista como defensiva
- Risco de pico nos preços do ferro: possível correção no segundo semestre
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Vale em alta, mas com atenção ao ciclo das commodities
A retomada da liderança global em minério de ferro marca uma virada estratégica para a Vale, que mostra consistência operacional e diversificação com cobre e níquel. Apesar dos riscos de correção nos preços e desafios operacionais, a mineradora se destaca como uma das ações mais promissoras do setor em 2026.








