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Os fabricantes de veículos no Brasil reduziram nesta quinta-feira (7) a projeção de vendas este ano, de uma expectativa de crescimento de 6,3% para expansão de 5%, para 2,765 milhões de unidades, segundo dados apresentados pela associação Anfavea.

A revisão ocorreu em meio à alta dos juros no país que impacta financiamentos, sobretudo no segmento de caminhões, além dos possíveis efeitos econômicos gerados pelo tarifaço dos Estados Unidos, afirmou a entidade em apresentação para jornalistas.

“Há uma grande instabilidade em relação ao que vai acontecer com o mercado diante das tarifas dos EUA. Cerca de 60% a 70% dos produtos brasileiros são escoados por via rodoviária e isso (tarifas) produz um impacto indireto nos emplacamentos do segmento”, disse o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

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Ainda assim, a projeção para a produção total de veículos do país foi mantida pela entidade: crescimento de 7,8%, para 2,749 milhões de veículos.

Isso porque a associação fez um forte ajuste para cima na estimativa de exportações, que passou de alta de 7,5% para 38,4%, a 552 mil veículos.
Calvet afirmou que a revisão nas exportações vem diante do expressivo crescimento do mercado argentino. De janeiro a julho, as exportações de veículos do Brasil para a Argentina saltaram 156,5% sobre um ano antes, para 183,9 mil unidades. Com isso, a participação do país vizinho nas exportações de veículos do Brasil subiu de 35,1% para 58,9%, segundo os dados da Anfavea.

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A entidade calculou as novas projeções com base em uma expectativa de crescimento do PIB este ano de 2,3%.
A expectativa para as vendas de caminhões foi cortada de estabilidade para queda de 8,3%, a 114,5 mil unidades, enquanto a previsão para ônibus foi elevada de alta de 7% para 25,3%, a 25,3 mil veículos.

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Em julho, a produção de veículos do Brasil saltou 15,7% ante junho, enquanto as vendas avançaram 14,2%, impulsionadas em parte pelo programa do governo federal que reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e por três dias úteis a mais de vendas ante junho, segundo os dados da Anfavea.

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A produção em julho somou 237,8 mil veículos e as vendas 243,2 mil. Na comparação com julho do ano passado, o volume montado, porém, recuou 3,6% e os licenciamentos ficaram praticamente estáveis, com oscilação positiva de 0,8%.

No acumulado de janeiro ao final do mês passado, a produção mostra avanço de 6,1%, para 1,47 milhão de veículos, e os emplacamentos apontam avanço de 4,1%, a 1,44 milhão.

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As exportações de veículos em julho saltaram 22,4% sobre o mesmo mês de 2024, para 47,9 mil unidades, segundo os dados da entidade. No acumulado do ano, a participação das exportações na produção nacional passou de 14% no mesmo período de 2024 para 20%.

A Anfavea afirmou que o impacto do tarifaço de Donald Trump sobre o setor soma US$1,3 bilhão, atingindo as exportações brasileiras de máquinas autopropulsadas, como tratores e retroescavadeiras, e de autopeças, que incluem motores. A tarifa de importação dos EUA passou de 0%, no caso de máquinas agrícolas e máquinas rodoviárias, para 50%. Em autopeças, o imposto saiu de 2,5% para 27,5% a 52,5%.

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