A onda de protestos que atinge o Irã desde o final de dezembro de 2025 já resultou em pelo menos 65 mortos e mais de 2.300 prisões, segundo balanços recentes de entidades de direitos humanos. As manifestações, que ocorrem em todas as 31 províncias do país, foram motivadas por uma grave crise econômica, marcada pela desvalorização histórica da moeda nacional (o rial) e pelo aumento desenfreado do custo de vida, o povo quer a queda da ditadura dos Aiatolás.
Em resposta aos atos, o regime iraniano intensificou a repressão e impôs um bloqueio nacional total à internet e às comunicações para conter a organização dos manifestantes, e vazamento do que ocorre no país. Relatos e vídeos que circulam nas redes sociais mostram confrontos diretos e o uso de força letal pelas forças de segurança, enquanto o governo justifica a violência alegando a presença de “agentes terroristas” e influência estrangeira nos distúrbios.
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A crise escalou para além das pautas econômicas, com manifestantes entoando gritos contra a ditadura teocrático e o líder supremo Ali Khamenei. O cenário atraiu atenção internacional, com os Estados Unidos ameaçando reações severas caso o uso de violência contra civis continue, enquanto a população local segue desafiando o regime em um dos maiores movimentos de resistência vistos no país nos últimos anos.
Elon Musk rompe bloqueio de internet no Irã com Starlink
O que aconteceu
- Em 14 de junho de 2025, o governo iraniano cortou quase todo o acesso à internet, alegando razões de “segurança nacional” após ataques israelenses a instalações nucleares.
- No dia seguinte, Elon Musk anunciou que havia ativado o sinal da Starlink no Irã, permitindo que milhares de terminais clandestinos já presentes no país se conectassem.
- Estimativas apontam que entre 30 mil e 40 mil terminais Starlink estavam em funcionamento no Irã, mesmo sem autorização oficial.
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Contexto político e humanitário
- O bloqueio dificultava o compartilhamento de informações sobre o conflito, que já havia causado 224 mortes do lado iraniano e 24 do lado israelense.
- A ativação da Starlink foi vista como uma forma de resistência tecnológica contra a censura estatal, permitindo que cidadãos mantivessem comunicação com o exterior.
- Musk já havia usado a Starlink em outros cenários de crise, como na Ucrânia durante a guerra com a Rússia e na Venezuela em 2025, para driblar bloqueios de internet.
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Repercussão internacional
- A decisão gerou grande repercussão diplomática, já que o serviço da Starlink é proibido oficialmente no Irã, mas operava de forma clandestina.
- Organizações de direitos humanos elogiaram a medida como um passo importante para garantir liberdade de expressão e acesso à informação.
- Por outro lado, autoridades iranianas classificaram a ação como uma violação de sua soberania digital.
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Elon Musk e o Irã: Starlink rompe novo bloqueio em 2026
O que aconteceu
- Em 8 de janeiro de 2026, durante o 12º dia dos protestos de 2025–2026, o governo iraniano cortou quase todo o acesso à internet.
- As cidades mais afetadas foram Teerã, Isfahan, Shiraz, Kermanshah, Abdanan e Lodegan, onde a comunicação foi praticamente interrompida.
- O bloqueio dificultava a cobertura internacional e o compartilhamento de informações sobre os protestos e os confrontos com forças de segurança.
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A resposta de Elon Musk
Poucas horas após o início do apagão, Musk publicou no X (antigo Twitter) que os “beams are on” (“os feixes estão ativos”), confirmando que a Starlink estava emitindo sinal sobre o Irã.
- Estima-se que entre 30 mil e 40 mil terminais Starlink já operavam clandestinamente no país desde 2025.
- Com a ativação, cidadãos conseguiram manter comunicação com o exterior, driblando a censura estatal.
Contexto político
- Os protestos de 2025–2026 no Irã foram motivados por crises econômicas, repressão política e denúncias de corrupção.
- O governo justificou o apagão como medida de “segurança nacional”, mas organizações internacionais classificaram como violação de direitos humanos.
- A ação de Musk reforça o papel da tecnologia como ferramenta de liberdade civil em regimes autoritários.
Repercussão internacional
- Organizações de direitos humanos elogiaram a medida, destacando que o acesso à internet é essencial para a liberdade de expressão.
- Autoridades iranianas criticaram a ação, chamando-a de “interferência estrangeira” e “violação da soberania digital”.
- O episódio reacendeu o debate sobre o poder de empresas privadas em influenciar cenários políticos globais.
Em 2026, Elon Musk voltou a usar a Starlink para romper o bloqueio de internet no Irã, garantindo acesso à informação em meio a protestos e censura. O caso mostra como a tecnologia pode se tornar um instrumento de resistência contra regimes autoritários, mas também levanta questões sobre soberania e regulação internacional.








