Fundos de Vorcaro do Banco Master operam lavagem bilionária do PCC, segundo Banco Central

O Banco Central (BC) identificou uma rede de seis fundos de investimento suspeitos de operar um esquema de fraude bilionário liderado por Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. As informações, obtidas por meio de cruzamento de dados, revelam que as carteiras, que somam um patrimônio líquido de R$ 102,4 bilhões, também aparecem em investigações sobre a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) na economia formal.

LEIA: C6 Bank desaparece com dinheiro dos correntistas e investimentos, além de cancelar contas sem aviso: clientes denunciam abusos e risco financeiro

Acesse as notícias que enriquecem seu dia em tempo real, do mercado econômico e de investimentos aos temas relevantes do Brasil e do mundo faça parte da lista Vip Clique aqui. 

A lista de fundos sob suspeita inclui o Astralo 95, Reag Growth 95, Hans 95, Olaf 95, Maia 95 e Anna, todos administrados pela Reag, parceira histórica de Vorcaro. Segundo denúncia encaminhada pelo BC ao Ministério Público Federal (MPF) em novembro, pelo menos R$ 11,5 bilhões teriam sido lavados por meio deste esquema.

MAIS: Inadimplência e preços em alta em 2025 mercado de locação de imóvel precisa se reinventar para sobreviver

De acordo com os investigadores, a fraude operava em ciclos estruturados:

  • O Banco Master concedia empréstimos a empresas formalmente independentes, mas integradas ao esquema.
  • Essas empresas aplicavam os recursos em fundos da Reag para simular o cumprimento de regras prudenciais perante o BC.
  • Os gestores dos fundos adquiriam ativos de baixa liquidez por valores inflados.
  • O vendedor obtinha lucro elevado e reaplicava o dinheiro em outros fundos, fazendo o capital circular até chegar a carteiras controladas por laranjas ligados ao grupo Master.

LEIA: Haddad deixa o Ministério da Fazenda com legado vergonhoso. “Sem grau de investimento e endividado”, afirma Estadão

VEJA: Banco Central coloca sigilo absoluto em conversas com Moraes da Suprema Corte sobre Banco Master

A complexidade da operação motivou a prisão preventiva de Vorcaro em agosto de 2025, no âmbito da Operação Carbono Oculto. A ofensiva da Polícia Federal, que teve cerca de 350 alvos, buscou desarticular o núcleo financeiro do PCC em setores como o de combustíveis e o sistema financeiro. Na ocasião, a sede da Reag foi alvo de busca e apreensão.

MAIS: Banco Master não consegue comprovar legalidade de empréstimos consignados relacionados ao “roubo do INSS”

ACESSO AO GRUPO VIP INVESTIDORES BRASIL

O BC também apontou falhas graves em fundos estruturados como o Bravo 95 e o D Mais. Entre os ativos do fundo Astralo 95, os investigadores localizaram a participação de Vorcaro no Clube Atlético Mineiro, debêntures da Reag e até certificados de ações do extinto Banco do Estado de Santa Catarina. Questionada, a Reag afirmou que não comentaria o caso por desconhecer a denúncia, enquanto o Banco Master não respondeu aos contatos.

AINDA: Fusão BRF–Marfrig: contestada pelo escritório da esposa de Zanin do STF. Risco de desmoralização do mercado brasileiro

ASSESSORIA URUGUAI 300x 220
O que o mercado não quer que você saiba

Chega de receber informação controlada?

Receba gratuitamente no seu e-mail aquilo que o mercado sabe mas não divulga.

  • ✓ Informação independente
  • ✓ O que as instituições financeiras não querem que o brasileiro saiba
  • ✓ Tome suas decisões sem depender de influenciadores pagos pelo mercado
  • ✓ Entenda quem ganha e quem perde em cada movimento, e porque
Publicidade
Publicidade
Regiane Alves
Regiane Alveshttp://www.investidoresbrasil.com.br
Estrategista focada em proteger o investidor pessoa física dos conflitos de interesse dos grandes bancos e corretoras. Jornalista com formação em Ciências Contábeis e especialização em Mercado de Capitais. Especialista em Criptomoedas e Blockchain pela Universidade de Nicósia
spot_img

Últimas

Publicidade

RELACIONADOS

PUBLICIDADE