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Brasil tem maior déficit nas contas externas dos últimos 11 anos

Déficit conta corrente. Imagem: Investidores Brasil
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O Brasil registrou em junho de 2025 sob a gestão de Lula um déficit de US$ 5,1 bilhões nas contas externas, o maior para este mês em 11 anos, segundo dados divulgados pelo Banco Central. Esse resultado reflete pressões sobre as transações correntes e chama atenção para os desafios da economia brasileira no cenário internacional.

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O Banco Central divulgou que o Brasil apresentou em junho de 2025 o maior déficit em suas contas externas para este mês em mais de uma década: US$ 5,1 bilhões. O resultado não era tão negativo desde junho de 2014 com Dilma, quando o saldo atingiu US$ 5,4 bilhões.

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O que são contas externas?

As contas externas englobam as chamadas transações correntes, que incluem:

  • Balança comercial (exportações e importações de bens);
  • Serviços (como transporte, viagens e seguros);
  • Rendas primárias (pagamento de juros, lucros e dividendos);
  • Rendas secundárias (transferências unilaterais, como remessas de trabalhadores).

Quando o resultado dessas transações é negativo, significa que o país está gastando mais em suas relações com o exterior do que está recebendo.

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Principais fatores do déficit

O déficit de junho foi influenciado por:

  • Aumento das importações de bens e serviços, que superaram o crescimento das exportações;
  • Remessas de lucros e dividendos de empresas estrangeiras instaladas no Brasil, que pressionaram a conta de rendas primárias;
  • Despesas com viagens internacionais, que voltaram a crescer com a recuperação da mobilidade global.

Esses elementos juntos ampliaram o saldo negativo e reforçam a necessidade de atenção às políticas de estímulo às exportações e ao equilíbrio das contas externas.

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Comparação histórica

  • Junho de 2014: déficit de US$ 5,4 bilhões.
  • Junho de 2025: déficit de US$ 5,1 bilhões, maior valor desde então.

Esse dado mostra que o Brasil enfrenta novamente um cenário de vulnerabilidade externa semelhante ao de períodos anteriores de maior pressão cambial.

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Impactos na economia

Um déficit elevado nas contas externas pode gerar:

  • Pressão sobre o câmbio, aumentando a volatilidade do real frente ao dólar;
  • Necessidade de financiamento externo, elevando a dependência de capitais estrangeiros;
  • Risco para a credibilidade econômica, já que investidores monitoram de perto a sustentabilidade das transações correntes.

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Investimento Direto no País (IDP) em dezembro de 2025

  • O Brasil registrou saída líquida de US$ 5,248 bilhões em IDP no mês de dezembro de 2025.
  • Esse resultado representa uma reversão significativa em relação a dezembro de 2024, quando houve entrada líquida de US$ 160 milhões.
  • A expectativa do mercado, segundo pesquisa da Reuters, era de entrada de US$ 1 bilhão, o que mostra que o resultado foi bem abaixo do esperado.
  • As saídas líquidas em participação no capital somaram US$ 7,3 bilhões, enquanto os ingressos foram de apenas US$ 4,1 bilhões.
  • Esse desempenho negativo do IDP contribui para o déficit em conta corrente, que fechou o ano de 2025 em US$ 68,791 bilhões, equivalente a 3,02% do PIB brasileiro.

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Por que o IDP importa?

  • O IDP é considerado uma fonte estável de financiamento externo, pois representa investimentos produtivos de longo prazo.
  • Saídas líquidas indicam redução da confiança de investidores estrangeiros no ambiente econômico e institucional do país.
  • Quando o IDP é negativo, o Brasil precisa recorrer a fontes mais voláteis de financiamento, como dívida externa ou reservas cambiais.
  • Em conjunto com o déficit em conta corrente, o resultado negativo do IDP aumenta a vulnerabilidade externa do país.

O resultado de dezembro de 2025 mostra que o Brasil não apenas teve um déficit expressivo em conta corrente, mas também enfrentou uma forte saída de investimentos diretos, o que agrava o quadro de desequilíbrio externo.

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Perspectivas

Especialistas apontam que, para reduzir o déficit, o Brasil precisa:

  • Fortalecer a balança comercial, ampliando exportações de produtos de maior valor agregado;
  • Atrair investimentos externos diretos, que ajudam a financiar o rombo sem aumentar a vulnerabilidade;
  • Controlar gastos com serviços e rendas primárias, buscando maior equilíbrio nas saídas de recursos.

O déficit de US$ 5,1 bilhões em junho de 2025 é um alerta importante para a economia brasileira. Trata-se do maior resultado negativo em 11 anos para este mês.

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